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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

SAÚDE X CIGARRO ELETRÔNICO

Cigarros eletrônicos que contêm nicotina podem aumentar risco de enfarte e AVC 


Segundo cientistas, dispositivos causariam 
aumento da frequência cardíaca e da pressão
Fumo ; tabagismo ; cigarro ; jovens estão fumando mais ;  (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)





(FOTO: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL)
Cigarros eletrônicos que contêm nicotina podem aumentar os riscos de enfarte e derrames, indicam pesquisadores. Um estudo descobriu que o uso desses dispositivos contendo o estimulante pode causar um endurecimento das artérias, assim como aumentar os batimentos cardíacos e a pressão arterial.

Os testes descobriram que em 30 minutos após o fumo no dispositivo com nicotina, havia um aumento significativo na pressão arterial, na frequência cardíaca e na rigidez das artérias.Cientistas suecos recrutaram 15 voluntários saudáveis para participarem do experimento. Nenhum deles havia usado um cigarro eletrônico antes.

Não houveram os mesmos efeitos nos voluntários que usaram os cigarros eletrônicos sem nicotina.

Magnus Lundback, do Instituto Karolinska, universidade médica em Estocolmo, afirmou:: “O número de usuários de cigarros eletrônicos aumentou dramaticamente nos últimos anos. ‘Os cigarros eletrônicos são considerados pelo público em geral como quase inofensivos”.

“As indústrias marcam seus produtos de uma forma a reduzir danos e a ajudar pessoas a pararem de fumar cigarros de tabaco. Por outro lado, a segurança de um cigarro eletrônico é debatida, e uma amostra em crescimento de evidências vem sugerindo diversos efeitos à saúde”.

Ele ressalta que os resultados são preliminares, mas que, nesse estudo, descobriram que há um aumento significativo na alteração da frequência cardíaca e da pressão arterial nos voluntários expostos ao dispositivo com nicotina.

Enquanto os resultados apontados pelo estudo foram temporários, Lundback disse que a exposição crônica aos cigarros eletrônicos com nicotina podem ter efeitos permanentes.
Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Vida/noticia/2017/09/cigarros-eletronicos-que-contem-nicotina-podem-aumentar-risco-de-enfarte-e-avc.html

quinta-feira, 30 de junho de 2011

São Paulo testa pílula 4 em 1 contra enfarte e AVC


Início do conteúdo

Mais fácil de tomar e barato, remédio controla vários fatores de risco cardiovascular de uma vez

30 de junho de 2011


Felipe Oda, do Jornal da Tarde
Uma superpílula, que reunirá num único comprimido quatro medicamentos para combater as doenças cardiovasculares, deve ser testada em 22 hospitais do País dentro de quatro meses. Estudos iniciais, feitos no Brasil pelo Hospital do Coração (HCor), em São Paulo, indicaram que a polipílula reduziu em até 60% os riscos de uma pessoa sofrer enfarte ou acidente vascular cerebral (derrame) no futuro, além de controlar o colesterol e a pressão arterial. Outros seis países participaram da primeira fase dessa pesquisa.
Filipe Araujo/AE
Filipe Araujo/AE
Controle da pressão arterial: uma das funções da superpílula, que também atua sobre o colesterol

O multicomprimido combina duas substâncias para o controle da pressão arterial, uma de controle do colesterol e outra para a prevenção de entupimento dos vasos sanguíneos do coração. Comprovada a função preventiva do remédio, agora os pesquisadores irão verificar como atua em pacientes que já tiveram problemas cardiovasculares.

O Ministério da Saúde já aguarda esses resultados para incluir o medicamento na lista de remédios distribuídos gratuitamente - o que deve ocorrer em 2013. No País, as doenças cardiovasculares são as principais causas de morte.

Cerca de dois mil pacientes brasileiros que já tiveram enfarte ou derrame testarão o produto, por 18 meses, nessa segunda fase de pesquisas. Outros cinco países também participarão dessa etapa. "Na previsão mais pessimista, o tratamento dos pacientes (fase experimental) deve iniciar em outubro ou novembro", conta Otávio Berwanger, diretor do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital do Coração e coordenador nacional da pesquisa.

Ao todo, oito mil pessoas receberão o remédio multifuncional no mundo. "Estamos na fase regulatória nos comitês éticos hospitalares e na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e aguardamos a aprovação", completa Berwanger. Ele conta que os resultados da primeira fase, da qual participaram 400 voluntários, animaram os especialistas. Na ocasião foram avaliadas pessoas com risco cardiovascular moderado.

"Consideramos ‘moderados’ os pacientes que nunca sofreram enfarte ou AVC, mas têm predisposições, como fumo, sedentarismo, obesidade ou pressão alta", explica Berwanger. Os primeiros estudos sobre a superpílula começaram em 2006.


Adesão ao tratamento

Além de reduzir o risco cardiovascular dos pacientes, controlando a pressão e as taxas de colesterol, o remédio não oferece reações adversas diferentes daquelas já esperadas para o tratamento convencional - náuseas, dores de estômago e cabeça, além de sangramentos. "Tudo com uma única pílula", ressalta o cardiologista Elias Knobel.

Mas a principal vantagem da superpílula, sob o ponto de vista clínico, é a possibilidade maior de adesão ao tratamento que ele oferece aos pacientes. "No ambulatório do Instituto do Coração (InCor), as pessoas tomam até dez fármacos diferentes. Isso pode representar 25 tomadas diárias de remédios. Quem toma isso?", questiona Luiz Antonio Machado César, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo e cardiologista do InCor.

Para Knobel, ainda que a maioria das substâncias usadas no tratamento das doenças cardiovasculares tenha a patente ‘aberta’ (estão disponíveis em versões genéricas), o gasto com a compra de um único remédio seria ainda menor. De fato, pelos cálculos do Ministério da Saúde, o paciente deverá desembolsar aproximadamente R$ 205 ao ano para a compra do comprimido multifuncional - um quarto do que é gasto hoje.

César ressalta, contudo, os perigos do consumo de substâncias desnecessárias pelos pacientes. "A pessoa pode não ter necessidade usar dilatadores de vasos, mas tomá-los na polipílula", diz o cardiologista. Já Berwanger, explica que os efeitos colaterais são os mesmos quando os remédios são tomados separadamente.

Fonte: Estadão.com.br