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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

DIA MUNDIAL DE COMBATE AO AVC

Médico especialista fala sobre os sintomas, causas e prevenção
Mulheres têm mais chances de ter um AVC
Quarta, 26 Outubro 2016 15:19 Escrito por Bruna Bozza
Dia 29 de outubro é o Dia Mundial de Combate ao AVC (Acidente Vascular Cerebral), ou derrame cerebral. 
O AVC é um entupimento ou rompimento de vasos que levam sangue ao cérebro, o que ocasiona uma paralisia na área em que acabou ficando sem a circulação sanguínea adequada. Segundo o Dr. Elia Ascer, cardiologista do Docway (www.docway.co), existem dois tipos de AVC: 
  1. O Isquêmico, quando ocorre o entupimento dos vasos que levam o sangue até o cérebro. 
  2. O Hemorrágico, que rompe os vasos sanguíneos provocando sangramentos no cérebro.
Segundo o especialista, o uso de pílulas anticoncepcionais (especialmente no caso de mulheres com hipertensão), a reposição hormonal após a menopausa, colesterol, diabetes, além da mudança do estilo de vida da mulher, acabam aumentando os riscos de um AVC. “O estilo de vida da mulher mudou muito nos últimos anos, o aumento do consumo de bebidas alcoólicas, do tabagismo, do stress, atrelados a todos os outros sintomas, aumentam os riscos da patologia”, comenta.
O AVC na mulher é sempre mais agressivo, podendo deixar sequelas graves. Por isso, estar atenta aos sintomas e ao estilo de vida é fundamental para essa prevenção. 
“Com cuidados básicos e maior atenção conseguimos atenuar os danos causados pelo AVC, ao menor sinal a vítima deve ser levada imediatamente ao hospital, já que os danos são consideravelmente menores se o atendimento for rápido”, detalha Ascer.
Independente do tipo de acidente que a paciente teve, suas consequências são sempre danosas, já que o AVC é um dos males que mais impactam na capacidade de realização de tarefas, até mesmo as mais simples. 
“O tratamento e a reabilitação dependem das particularidades do caso, já que o Acidente Vascular Cerebral acontece em determinadas intensidades, desde a menor que pode não causar sequelas, as mais graves, que podem impossibilitar a pessoa de sair da cama e até levar a morte”, conta o especialista.
Para finalizar, Ascer lembra que muitos são os fatores que contribuem para o Acidente Vascular Cerebral, alguns não podem ser mudados, como a idade. Porém, outros fatores que podem levar ao problema como a hipertensão, a diabetes e a obesidade podem ser diagnosticados tratados. 
“Hábitos saudáveis e pratica de atividades físicas, ajudam a prevenir doenças e a diminuir as chances da paciente sofrer um AVC”, completa.
Dados da Organização Mundial de AVC a World Stroke Organization apontam que seis em cada dez mortes por Acidente Vascular Cerebral acontecem com mulheres, devido ao número aumentado de fatores de risco. Ainda segundo dados da organização, uma a cada cinco mulheres pode sofrer um AVC. “Até os 50 anos as chances de AVC são maiores nos homens, porém, após essa idade, elas igualam ou até aumentam nas mulheres devido as grandes mudanças que o organismo feminino apresenta”, explica o médico.
Veja na figura abaixo como reconhecer, para que possa prevenir contra tamanho mal:


Fonte: http://www.segs.com.br
Obs.: As figuras ilustrativas foram acrescentadas pelo dasgracas.com, e todas retiradas do Google Imagens

quinta-feira, 30 de junho de 2011

São Paulo testa pílula 4 em 1 contra enfarte e AVC


Início do conteúdo

Mais fácil de tomar e barato, remédio controla vários fatores de risco cardiovascular de uma vez

30 de junho de 2011


Felipe Oda, do Jornal da Tarde
Uma superpílula, que reunirá num único comprimido quatro medicamentos para combater as doenças cardiovasculares, deve ser testada em 22 hospitais do País dentro de quatro meses. Estudos iniciais, feitos no Brasil pelo Hospital do Coração (HCor), em São Paulo, indicaram que a polipílula reduziu em até 60% os riscos de uma pessoa sofrer enfarte ou acidente vascular cerebral (derrame) no futuro, além de controlar o colesterol e a pressão arterial. Outros seis países participaram da primeira fase dessa pesquisa.
Filipe Araujo/AE
Filipe Araujo/AE
Controle da pressão arterial: uma das funções da superpílula, que também atua sobre o colesterol

O multicomprimido combina duas substâncias para o controle da pressão arterial, uma de controle do colesterol e outra para a prevenção de entupimento dos vasos sanguíneos do coração. Comprovada a função preventiva do remédio, agora os pesquisadores irão verificar como atua em pacientes que já tiveram problemas cardiovasculares.

O Ministério da Saúde já aguarda esses resultados para incluir o medicamento na lista de remédios distribuídos gratuitamente - o que deve ocorrer em 2013. No País, as doenças cardiovasculares são as principais causas de morte.

Cerca de dois mil pacientes brasileiros que já tiveram enfarte ou derrame testarão o produto, por 18 meses, nessa segunda fase de pesquisas. Outros cinco países também participarão dessa etapa. "Na previsão mais pessimista, o tratamento dos pacientes (fase experimental) deve iniciar em outubro ou novembro", conta Otávio Berwanger, diretor do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital do Coração e coordenador nacional da pesquisa.

Ao todo, oito mil pessoas receberão o remédio multifuncional no mundo. "Estamos na fase regulatória nos comitês éticos hospitalares e na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e aguardamos a aprovação", completa Berwanger. Ele conta que os resultados da primeira fase, da qual participaram 400 voluntários, animaram os especialistas. Na ocasião foram avaliadas pessoas com risco cardiovascular moderado.

"Consideramos ‘moderados’ os pacientes que nunca sofreram enfarte ou AVC, mas têm predisposições, como fumo, sedentarismo, obesidade ou pressão alta", explica Berwanger. Os primeiros estudos sobre a superpílula começaram em 2006.


Adesão ao tratamento

Além de reduzir o risco cardiovascular dos pacientes, controlando a pressão e as taxas de colesterol, o remédio não oferece reações adversas diferentes daquelas já esperadas para o tratamento convencional - náuseas, dores de estômago e cabeça, além de sangramentos. "Tudo com uma única pílula", ressalta o cardiologista Elias Knobel.

Mas a principal vantagem da superpílula, sob o ponto de vista clínico, é a possibilidade maior de adesão ao tratamento que ele oferece aos pacientes. "No ambulatório do Instituto do Coração (InCor), as pessoas tomam até dez fármacos diferentes. Isso pode representar 25 tomadas diárias de remédios. Quem toma isso?", questiona Luiz Antonio Machado César, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo e cardiologista do InCor.

Para Knobel, ainda que a maioria das substâncias usadas no tratamento das doenças cardiovasculares tenha a patente ‘aberta’ (estão disponíveis em versões genéricas), o gasto com a compra de um único remédio seria ainda menor. De fato, pelos cálculos do Ministério da Saúde, o paciente deverá desembolsar aproximadamente R$ 205 ao ano para a compra do comprimido multifuncional - um quarto do que é gasto hoje.

César ressalta, contudo, os perigos do consumo de substâncias desnecessárias pelos pacientes. "A pessoa pode não ter necessidade usar dilatadores de vasos, mas tomá-los na polipílula", diz o cardiologista. Já Berwanger, explica que os efeitos colaterais são os mesmos quando os remédios são tomados separadamente.

Fonte: Estadão.com.br