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quinta-feira, 1 de junho de 2017

O PREÇO DO TABAGISMO

Tabagismo custa R$ 56,9 bilhões por ano ao Brasil

A arrecadação de impostos no país com a venda de cigarros é R$ 12,9 bilhões, o que gera um saldo negativo de R$ 44 bilhões por ano

31 maio 2017, 16h05

Tabagismo: o câncer de pulmão é o quarto motivo de morte relacionado ao tabagismo (Prakash Singh/AFP/AFP)
O Brasil tem um prejuízo anual de R$56,9 bilhões com o tabagismo.
Desse total, R$ 39,4 bilhões são gastos com despesas médicas e R$ 17,5 bilhões com custos indiretos ligados à perda de produtividade, causada por incapacitação de trabalhadores ou morte prematura.
A arrecadação de impostos no país com a venda de cigarros é R$ 12,9 bilhões, o que gera um saldo negativo de R$ 44 bilhões por ano.
É o que revela o estudo Tabagismo no Brasil: morte, doença e política de preços e esforços, feito com base em dados de 2015 e apresentado hoje (31), Dia Mundial sem Tabaco, pelo Instituto Nacional do Câncer José de Alencar Gomes da Silva (Inca), em evento no Rio de Janeiro.
A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é a relacionada ao tabagismo que mais gerou gastos aos sistemas público e privado de saúde em 2015, com R$ 16 bilhões.
Doenças cardíacas vem em segundo, com custo de R$ 10,3 bilhões.
Também entraram no levantamento o tabagismo passivo, cânceres diversos, câncer de pulmão, acidente vascular cerebral (AVC) e pneumonia.
Em 2015, o estudo apontou a morte, no país, de 256.216 pessoas por causas relacionadas ao tabaco, o que representa 12,6% dos óbitos de pessoas com mais de 35 anos.
Do total, 35 mil foram por doenças cardíacas e 31 mil por DPOC.
O câncer de pulmão é o quarto motivo de morte relacionado ao tabagismo, com 23.762 casos.
O fumo passivo foi a causa de morte de 17.972 pessoas.
A diretora-geral do Inca, Ana Cristina Pinho, destaca que o tabagismo é a principal causa de mortes evitáveis no mundo.
“O Brasil é um dos pioneiros nessas políticas e os números mostram uma relação direta entre o controle do tabagismo e a redução da prevalência de determinados tipos de câncer, relacionados a esse hábito. São doenças absolutamente evitáveis, é um problema mundial, mas a conscientização acerca dos males relacionados ao tabagismo só vêm aumentando e os governos precisam adotar políticas de Estado, de nação, para efetivamente buscar essas estratégias de redução do uso do tabaco.”
Novas medidas
O estudo fez uma simulação para os próximos 10 anos com a elevação de 50% no preço dos cigarros.
Essa medida evitaria mais de 130 mil mortes, 500 mil infartos, 100 mil AVCs e quase 65 mil casos de câncer, além de ganhos econômicos de R$ 97,9 bilhões com o aumento da arrecadação tributária e a diminuição dos gastos com a saúde e perda de produtividade.
Segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros, que participou do evento por videoconferência, essa é uma das medidas em discussão no governo.
“Há uma proposta do aumento de 50% no preço dos cigarros, que implicaria em redução do consumo. Mas se houver muito contrabando não teremos o efeito que queremos com o aumento do preço e perdemos o controle da qualidade. Os cigarros contrabandeados representam mais da metade do consumo no Brasil e, evidentemente, não está sob controle da nossa vigilância sanitária”.
Outra medida, segundo o ministro, é proibir os aditivos de sabores ao cigarro, pois, segundo ele, esse é um subterfúgio para atrair adolescentes para o consumo de tabaco.
“Foi uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para proibir os aditivos de sabor ao cigarro. Foi judicializado pela indústria do tabaco e está sob julgamento no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria da ministra Rosa Weber, está com pedido de vista. Temos feito visitas, já fui pessoalmente, e temos insistido com a Advocacia Geral da União para agilizar isso”.
Vigitel
Também foram apresentados hoje os dados da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2016) relacionadas ao tabagismo.
De 2006 a 2016, a prevalência de fumantes na população caiu de 15,7% para 10,2%.
Homens fumam mais do que mulheres em todas as faixas de escolaridade, indo de 17,5% para homens e 11,5% para mulheres com até 8 anos de estudo e caindo para 9,1% dos homens e 5,1% das mulheres com mais de 12 anos de estudo.
Por faixa etária, a prevalência é 7,4% entre jovens com menos de 25 anos e 7,7% entre idosos com mais de 65. A faixa com mais fumantes, 13,5%, é a de adultos entre 55 e 64 anos.
Entre as capitais, Curitiba tem a maior proporção de fumantes (14%), seguida de Porto Alegre (13,6%) e São Paulo (13,2%).
A menor prevalência é em Salvador, com 5,1% de fumantes.
A professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e assessora técnica do Ministério da Saúde, médica Fátima Marinho, que apresentou os dados do Vigitel, explica que o Brasil tem três marcos que contribuíram para a redução do tabagismo: a proibição da propaganda e da glamourização do fumo em 2000, a proibição de fumar em ambientes fechados em 2005 e o aumento do imposto sobre cigarro de 2011 a 2016, aliado à obrigação das imagens de advertência nos maços (2008) e oferta do tratamento para deixar de fumar pelo Sistema Único de Saúde.
Para ela, agora, é preciso uma nova política para seguir reduzindo o consumo.
“Com o avanço na política, o consumo começa a reduzir. Depois começa a estabilizar e a gente precisa de uma media nova. O Brasil era um dos países com o menor preço de cigarro no mundo, e quando mexe no bolso consegue convencer as pessoas a fumar menos, então em 2011 começa essa nova fase com o preço mínimo. A partir de agora precisa de uma nova política, como as que o ministro anunciou.”
Segundo a secretária-executiva da Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (Conicq), Tânia Cavalcante, o Brasil é exemplo mundial de combate ao tabagismo, implementando as medidas do tratado.
Uma ação que precisa avançar, segundo ela, é oferecer alternativas aos produtores de tabaco do país.
“Somos o segundo maior produtor, o mais exportador, e temos 150 mil famílias presas nessa cadeia produtiva, dependentes economicamente. O que arrecadamos com o cigarro corresponde a 23% do que gastamos em saúde. Isso é um estudo que ainda subestima o custo, porque não avaliamos o impacto ambiental que essa produção causa, a contaminação por agrotóxico, a saúde do trabalhador que também adoece pelas doenças relacionadas ao tabaco, a poluição das águas, o desmatamento, já que é uma das culturas que mais desmata. Sem contar o custo intangível, que é o sofrimento das famílias e do indivíduo que contrai as doenças e da morte prematura.”
A Organização Mundial da Saúde  (OMS) lançou a campanha Tabaco: uma ameaça ao desenvolvimento, para discutir os impactos socioambientais em todo o planeta gerados pela produção e consumo de produtos derivados do tabaco.
Segundo a OMS, o consumo do tabaco mata mais de 7 milhões de pessoas todos os anos, sendo responsável por cerca de 16% de todas as mortes provocadas por doenças crônicas não transmissíveis.
O custo aos lares e aos governos passa de US$ 1,4 trilhão em despesas com saúde e com a perda de produtividade.
Fonte: http://exame.abril.com.br/brasil/tabagismo-custa-r-569-bilhoes-por-ano-ao-brasil/



terça-feira, 25 de outubro de 2016

TABAGISMO MATA

25 de outubro de 2016


De cada quatro mortes de câncer nos EUA, uma está ligada ao fumo


De cada quatro mortes de câncer nos EUA, uma está ligada ao fumo


Lindsey Tanner
CHICAGO (Associated Press) — Os cigarros contribuem em uma de cada 4 mortes de câncer nos EUA. O índice é mais elevado nos estados do Sul onde o fumo é mais comum e as leis contra o fumo não são rigorosas.

Ex-fumante que parou de fumar apenas quando ficou enferma
O estudo da Sociedade Americana do Câncer revelou o índice mais elevado entre homens do Arkansas, onde 40 por cento das mortes de câncer estavam ligadas ao fumo de cigarros. O Kentucky tem o índice mais elevado entre as mulheres — 29 por cento.
Os índices mais baixos estavam em Utah, onde 22 por cento das mortes de homens e 11 por cento das mortes de mulheres estavam ligadas ao fumo.
“Os custos humanos de fumar cigarros são elevados em todos os estados dos Estados Unidos, independente da classificação,” os autores disseram.
Eles analisaram pesquisas de saúde de 2014 e dados governamentais sobre índices de fumo e mortes de cerca de uma dúzia de cânceres ligados ao fumo: 
  • Cânceres do pulmão, 
  • garganta, 
  • estômago, 
  • fígado, 
  • intestino grosso, 
  • pâncreas 
  • rins 
Todos estes acima estavam entre os cânceres incluídos, junto com a leucemia. 
Os pesquisadores avaliaram quantas mortes de câncer tinham probabilidade de serem atribuíveis ao fumo, e compararam isso com as mortes de todos os cânceres.
Os resultados foram publicados na segunda-feira na revista de medicina interna da Associação Médica Americana.
Enquanto os índices de fumo nos EUA estão caindo, 40 milhões de adultos americanos são fumantes de cigarro e o fumo é a maior causa de mortes evitáveis, de acordo com a entidade federal americana Centro de Controle e Prevenção de Doenças.
NÚMEROS
O estudo revelou que pelo menos 167.000 mortes de câncer em 2014 — cerca de 29 por cento de todas as mortes de câncer — foram atribuíveis ao fumo. Uma estimativa governamental baseada em métodos diferentes diz que de cada 3 mortes de câncer nos EUA, 1 está ligada ao fumo, e os autores do estudo reconhecem que eles podem ter subestimado o verdadeiro custo que os cigarros representam.
A maioria dos 10 estados com os índices mais elevados de mortes de câncer atribuíveis ao fumo estavam no Sul, enquanto a maioria dos 10 estados com os índices mais baixos estavam no Norte ou Oeste.
Entre os homens, onde o fumo é geralmente mais comum, o índice de mortes de câncer ligados ao cigarro era mais elevado entre negros em 35 por cento, em comparação com 30 por cento entre brancos e 27 por cento entre hispânicos. Entre as mulheres, as brancas tinham o índice mais elevado de mortes de câncer ligadas ao cigarro — 21 por cento, em comparação com 19 por cento entre negros e 12 por cento entre hispânicos.
EXPLICAÇÕES
Os pesquisadores dizem que nove dos 14 estados com as leis menos abrangentes de proibição do fumo em recintos fechados estão no Sul. O imposto médio de consumo de cigarro nos grandes estados tabagistas, a maior parte no Sul, é 49 centavos, em comparação com $1,80 em outros lugares. A indústria do tabaco influencia fortemente essas leis e a maior parte da safra de tabaco é feita no Sul, disseram os pesquisadores. A região também tem níveis relativamente elevados de pobreza, que tem também ligação com o fumo.
REAÇÃO
A Dra. Hilary Tindle da Universidade Vanderbilt em Nashville, Tennessee, disse que os resultados refletem o que ela vê como uma pesquisadora de tabaco e especialista de medicina interna no Sul. Ela não estava envolvida no estudo.
O fumo é uma norma social no Sul, e embora o centro médico dela tenha normas que proíbem fumo no recinto, ela disse que é comum atravessar fumaças de cigarro do lado de fora da entrada.
Tindle disse que os resultados do estudo salientam a necessidade de leis mais fortes de restrição do cigarro e mostram por que os médicos deveriam discutir o fumo nas consultas de todos os pacientes, incentivar os fumantes a parar e informá-los acerca de maneiras eficazes de parar.
Obs.: Os grifos são do dasgracas.com

Traduzido por Julio Severo do original em inglês da Associated Press: One-fourth of US cancer deaths linked with 1 thing: smoking
Divulgação: dasgracas.com

TABAGISMO MATA

25 de outubro de 2016


De cada quatro mortes de câncer nos EUA, uma está ligada ao fumo


De cada quatro mortes de câncer nos EUA, uma está ligada ao fumo


Lindsey Tanner
CHICAGO (Associated Press) — Os cigarros contribuem em uma de cada 4 mortes de câncer nos EUA. O índice é mais elevado nos estados do Sul onde o fumo é mais comum e as leis contra o fumo não são rigorosas.

Ex-fumante que parou de fumar apenas quando ficou enferma
O estudo da Sociedade Americana do Câncer revelou o índice mais elevado entre homens do Arkansas, onde 40 por cento das mortes de câncer estavam ligadas ao fumo de cigarros. O Kentucky tem o índice mais elevado entre as mulheres — 29 por cento.
Os índices mais baixos estavam em Utah, onde 22 por cento das mortes de homens e 11 por cento das mortes de mulheres estavam ligadas ao fumo.
“Os custos humanos de fumar cigarros são elevados em todos os estados dos Estados Unidos, independente da classificação,” os autores disseram.
Eles analisaram pesquisas de saúde de 2014 e dados governamentais sobre índices de fumo e mortes de cerca de uma dúzia de cânceres ligados ao fumo: 
  • Cânceres do pulmão, 
  • garganta, 
  • estomago, 
  • fígado, 
  • intestino grosso, 
  • pâncreas 
  • rins 
Todos estes acima estavam entre os cânceres incluídos, junto com a leucemia. 
Os pesquisadores avaliaram quantas mortes de câncer tinham probabilidade de serem atribuíveis ao fumo, e compararam isso com as mortes de todos os cânceres.
Os resultados foram publicados na segunda-feira na revista de medicina interna da Associação Médica Americana.
Enquanto os índices de fumo nos EUA estão caindo, 40 milhões de adultos americanos são fumantes de cigarro e o fumo é a maior causa de mortes evitáveis, de acordo com a entidade federal americana Centro de Controle e Prevenção de Doenças.
NÚMEROS
O estudo revelou que pelo menos 167.000 mortes de câncer em 2014 — cerca de 29 por cento de todas as mortes de câncer — foram atribuíveis ao fumo. Uma estimativa governamental baseada em métodos diferentes diz que de cada 3 mortes de câncer nos EUA, 1 está ligada ao fumo, e os autores do estudo reconhecem que eles podem ter subestimado o verdadeiro custo que os cigarros representam.
A maioria dos 10 estados com os índices mais elevados de mortes de câncer atribuíveis ao fumo estavam no Sul, enquanto a maioria dos 10 estados com os índices mais baixos estavam no Norte ou Oeste.
Entre os homens, onde o fumo é geralmente mais comum, o índice de mortes de câncer ligados ao cigarro era mais elevado entre negros em 35 por cento, em comparação com 30 por cento entre brancos e 27 por cento entre hispânicos. Entre as mulheres, as brancas tinham o índice mais elevado de mortes de câncer ligadas ao cigarro — 21 por cento, em comparação com 19 por cento entre negros e 12 por cento entre hispânicos.
EXPLICAÇÕES
Os pesquisadores dizem que nove dos 14 estados com as leis menos abrangentes de proibição do fumo em recintos fechados estão no Sul. O imposto médio de consumo de cigarro nos grandes estados tabagistas, a maior parte no Sul, é 49 centavos, em comparação com $1,80 em outros lugares. A indústria do tabaco influencia fortemente essas leis e a maior parte da safra de tabaco é feita no Sul, disseram os pesquisadores. A região também tem níveis relativamente elevados de pobreza, que tem também ligação com o fumo.
REAÇÃO
A Dra. Hilary Tindle da Universidade Vanderbilt em Nashville, Tennessee, disse que os resultados refletem o que ela vê como uma pesquisadora de tabaco e especialista de medicina interna no Sul. Ela não estava envolvida no estudo.
O fumo é uma norma social no Sul, e embora o centro médico dela tenha normas que proíbem fumo no recinto, ela disse que é comum atravessar fumaças de cigarro do lado de fora da entrada.
Tindle disse que os resultados do estudo salientam a necessidade de leis mais fortes de restrição do cigarro e mostram por que os médicos deveriam discutir o fumo nas consultas de todos os pacientes, incentivar os fumantes a parar e informá-los acerca de maneiras eficazes de parar.
Obs.: Os grifos são do dasgracas.com

Traduzido por Julio Severo do original em inglês da Associated Press: One-fourth of US cancer deaths linked with 1 thing: smoking
Divulgação: dasgracas.com

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

CÂNCER DE MAMA

Sinal de câncer de mama é notado pela própria mulher em 66% das vezes

Dados são de pesquisa do Instituto Nacional de Câncer (Inca).
Em 2016, Brasil deve ter 57.960 novos casos, segundo estimativa.


Mamografia é essencial para detecção precoce (Foto: reprodução TV Globo)
Uma pesquisa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) divulgada nesta quinta-feira (6) aponta que, em 66,2% dos casos de câncer de mama, é a própria mulher quem detecta os primeiros sinais da doença.
O estudo foi feito pelo Núcleo de Pesquisa Epidemiológica da Divisão de Pesquisa Populacional do Inca, que entrevistou 405 mulheres que procuraram atendimento devido a câncer de mama pela primeira vez entre junho de 2013 e outubro de 2014 no Rio de Janeiro.
Os principais sinais notados por essas mulheres foram a presença de um caroço (citado por 89,6% das mulheres) dor na mama (20,9%), alterações na pele da mama (7,1%), alterações no mamilo (2,6%), saída de secreção do mamilo (5,6%) e alteração no formato da mama (3,7%).
Em 30,1% dos casos, a doença foi identificada por uma mamografia ou outro exame de imagem e, em 3,7% dos casos, um profissional de saúde detectou a suspeita.
O Inca e o Ministério da Saúde lançaram, nesta quinta-feira, uma campanha do Outubro Rosa, movimento de prevenção ao câncer de mama celebrado este mês, chamada "Câncer de mama: vamos falar sobre isso?". A ideia é divulgar a informação de que todas as mulheres de 50 a 69 anos façam a mamografia a cada dois anos.
Câncer mais comum entre mulheres
O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil. Segundo estimativa do Inca, o Brasil deve ter 57.960 novos casos de câncer de mama em 2016. O câncer de mama também pode atingir homens, mas apenas 1% dos casos da doença correspondem a eles.
Em 2013, último ano com dados disponíveis, 14.388 pessoas morreram de câncer de mama no Brasil, sendo 14.206 mulheres e 181 homens.

Diagnóstico
A realização anual da mamografia para mulheres a partir de 40 anos é importante para que o câncer seja diagnosticado precocemente.
O autoexame é muito importante para que a mulher conheça bem o seu corpo e perceba com facilidade qualquer alteração nas mamas e assim procure rapidamente um médico. Vale lembrar que o autoexame não substitui exames como mamografia, ultrassom, ressonância magnética e biopsia, que podem definir o tipo de câncer e a localização dele.
Tratamento
O câncer de mama tem pelo menos quatro tipos mais comuns e alguns outros mais raros. Por isso, o tratamento não deve ser padrão. Cada tipo de tumor tem um tratamento específico, prescrito pelo médico oncologista. Entre os tratamentos estão a quimioterapia e radioterapia, a terapia alvo e a imunoterapia.
Arte Bem estar Mamografia (Foto: Arte/G1)

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

SAÚDE

Câncer de mama: prevenção e detecção precoce são indispensáveis

  • Escrito por  MK Comunicação
  • Publicado em Saúde
Mesmo com todas as informações e tratamentos disponíveis, a doença ainda leva à morte mais de 14 mil mulheres todos os anos
O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a doença fica atrás, apenas, do câncer de pele não melanoma, respondendo por cerca de 25% dos casos novos de câncer a cada ano.
A incidência do câncer de mama antes dos 35 anos de idade é rara, mas aumenta progressivamente após esta idade, atingindo, na maioria dos casos, mulheres acima de 50 anos. Há vários tipos de câncer de mama, com diferentes evoluções e prognósticos. Em comum, todos eles têm mais chances de cura quando o diagnóstico é realizado precocemente.
Segundo o INCA, até o final de 2016 serão quase 58 mil casos novos no Brasil e pouco mais de 14 mil mortes decorrentes da doença.
Diagnóstico
Hoje em dia, há diversos métodos para o rastreamento do câncer de mama; a mamografia é o principal deles.
"Temos também o ultrassom como ferramenta importante para ajudar na detecção, principalmente em mulheres jovens e com mamas muito densas", revela a Dra. Leynalze Lins Ramos dos Santos, especialista em diagnóstico por imagem - ultrassonografia geral pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e mestre em Radiologia Clínica pela Universidade Federal de São Paulo.
A especialista explica que, com o passar da idade, o tecido glandular é substituído por gordura. A mamografia é indicada em pacientes com bastante gordura, enquanto nas mais jovens, com predominância de tecido glandular, o nódulo terá a mesma tonalidade do tecido glandular na mamografia, tornando-se mais difícil de visualizar.
"Nestas pacientes mais jovens, a visualização de um possível nódulo torna-se mais fácil na ultrassonografia, pois a glândula aparece branca e o nódulo preto. As microcalcificações, estágio precoce do câncer de de mama, podem ser identificadas na mamografia."
Assim, em muitos casos poderá ser solicitado que a paciente realize os dois exames, que acabam se complementando.
Segundo a Dra. Leynalze, outro exame que pode ser muito importante é a tomossíntese, especialmente em casos de mamas muito densas. O exame consegue realizar cortes nos locais onde há suspeita de nódulo, como se 'fatiasse o nódulo'.
"Um estudo realizado na Ásia, no ano passado, associou a mamografia digital à tomossíntese e ultrassonografia e comparou os resultados aos da ressonância magnética, atualmente utilizada para fazer um planejamento cirúrgico. A combinação destes três exames não apenas aumentou a sensibilidade para a detecção do câncer de mama precoce, mas também representou uma redução de custo, visto que a ressonância é um método de diagnóstico muito caro."
Hereditariedade e prevenção
O câncer hereditário de mama ou ovário responde por 5 a 10% de todos os casos, afirma o Dr. Thomaz Gollop, Professor Associado de Ginecologia da Faculdade de Medicina de Jundiaí. Por este motivo, é muito importante que se conheça a história destes casos familiais.
Para estes casos, já estão disponíveis no Brasil - e incluídos no Rol de Procedimentos obrigatórios dos planos de saúde desde 2013 - exames genéticos para detecção de câncer de mama e ovário hereditários.
"O estudo genético dos indivíduos em risco é indicado quando há risco genético definido em consulta de aconselhamento genético. Devem ser estudados pacientes acima de 18 anos."
Esta idade, explica o especialista, é estabelecida pois apenas maiores de idade devem entender como lidar com resultados que identifiquem eventuais genes que predisponham ao câncer herdado de mama/ovário.
"Na prática, entretanto, estes exames são realizados em pacientes acima de 35 anos, quando, na maioria dos casos, já se encerrou o período reprodutivo."
Quando confirmada a predisposição por meio dos exames, há que ser discutida a possibilidade de cirurgias preventivas ou tratamento quimioterápico.
Foi esta confirmação que levou a atriz Angelina Jolie, em 2013, a optar pela mastectomia, cirurgia para a retirada das mamas e, em 2015, também os ovários. A notícia gerou muita polêmica.
"Acredito que críticas surgiram por parte de pessoas desinformadas. O risco estabelecido para ela, em função da presença de mutação e da historia familial era alto e ela decidiu pela melhor forma de preservação de sua saúde", conclui o Dr. Thomaz.
A mamografia
Em geral, a indicação é realizar o primeiro exame de mamografia até os 40 anos de idade, e após isso, se não houver nenhuma suspeita, repetir anualmente. No caso de mulheres com histórico de câncer familiar, especialmente em parentes próximos, como mãe, avós ou tias, a mamografia deve ser realizada 10 anos antes da idade em que o familiar teve a doença, e repeti-lo também anualmente, ao longo de toda a vida, ou conforme a orientação de um especialista.
E para quem acha o exame desconfortável, dolorido, a Dra. Leynalze explica.
"Dói, mas é rápido. Quanto mais o profissional que estiver realizando o exame apertar o equipamento, menos sobreposição de tecidos glandulares haverá, melhorando a visualização. Além disso, quanto mais comprimida a mama estiver, menor quantidade de radiação será necessária."
Vale destacar que a mamografia, comparativamente com um raio-x, tem quantidade muito menor de radiação. Por este motivo, não oferece risco e pode realizada anualmente.
Evolução cirúrgica do tratamento
O americano William Halstead foi o primeiro médico cirurgião a padronizar o tratamento do câncer de mama, há mais de 100 anos. Na época, a primeira forma de se tratar a doença era por meio da retirada de toda a mama, incluindo glândula mamária, aréola, papila, gânglios axilares e também músculos peitorais. Este método era bastante agressivo, deixando a paciente com uma grande deformidade.
Com o decorrer dos anos, explica o Dr. Arnaldo Urbano Ruiz, titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e médico cirurgião oncológico dos hospitais São José e São Joaquim da Real e Benemérita Beneficência Portuguesa de São Paulo, percebeu-se que nem sempre era necessária tamanha mutilação.
"Nos anos 50, um cirurgião chamado David Patey aperfeiçoou a mastectomia de Halstead, passando a preservar o músculo peitoral maior, mas ainda retirando os gânglios embaixo do braço. Isso trouxe uma melhor qualidade de vida às pacientes."
A próxima grande inovação surgiu somente duas décadas mais tarde, quando o Dr. Umberto Veronesi, na Itália, inovou no tratamento cirúrgico do câncer de mama. O cirurgião comparou os resultados de pacientes submetidas à cirurgia tradicional da época a outras nas quais retirava-se apenas um pedaço da mama (chamada de quadrantectomia), associada à radioterapia.
"Com os resultados dos dois grupos semelhantes, o novo tratamento, chamado conservador, passou a ser realizado em mulheres que, até então, estavam fadadas à retirada de toda a mama."
Já nos anos 80, o grande destaque foi o desenvolvimento da reconstrução mamária, tanto na mastectomia quanto na quadrantectomia, ou seja, a paciente não ficava com a sequela de uma mama muito disforme em relação a outra, ou ainda sem a mama.
"Além dos efeitos estéticos, estas mulheres poderiam desencadear problemas físicos, pois conforme o tamanho da mama perdida, o eixo do corpo era desviado, acarretando problemas na coluna."
O próximo grande avanço foi a pesquisa do linfonodo sentinela, encabeçada pelo Dr. Armando Giuliano, nos Estados Unidos, e pelo Dr. Veronesi, na Itália. Ao perceber que grande parte dos linfonodos provenientes do esvaziamento axilar eram negativos, ou seja, poucas pacientes tinham linfonodos acometidos, foi desenvolvido o conceito de linfonodo sentinela, que é o primeiro linfonodo a receber células malignas oriundas de um câncer através da circulação linfática.
"As condições do linfonodo sentinela indicam o estado dos demais linfonodos da região afetada. Assim, hoje, a pesquisa do linfonodo sentinela entrou no arsenal terapêutico e nos permite oferecer à paciente com câncer de mama uma cirurgia conservadora, preservando-se muitas vezes o complexo aréolo papilar, um quadrante ou mesmo uma mastectomia com reconstrução imediata, conforme cada caso."
Fonte: http://www.segs.com.br/saude


SAÚDE

Câncer de mama: prevenção e detecção precoce são indispensáveis

  • Escrito por  MK Comunicação
  • Publicado em Saúde
Mesmo com todas as informações e tratamentos disponíveis, a doença ainda leva à morte mais de 14 mil mulheres todos os anos
O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a doença fica atrás, apenas, do câncer de pele não melanoma, respondendo por cerca de 25% dos casos novos de câncer a cada ano.
A incidência do câncer de mama antes dos 35 anos de idade é rara, mas aumenta progressivamente após esta idade, atingindo, na maioria dos casos, mulheres acima de 50 anos. Há vários tipos de câncer de mama, com diferentes evoluções e prognósticos. Em comum, todos eles têm mais chances de cura quando o diagnóstico é realizado precocemente.
Segundo o INCA, até o final de 2016 serão quase 58 mil casos novos no Brasil e pouco mais de 14 mil mortes decorrentes da doença.
Diagnóstico
Hoje em dia, há diversos métodos para o rastreamento do câncer de mama; a mamografia é o principal deles.
"Temos também o ultrassom como ferramenta importante para ajudar na detecção, principalmente em mulheres jovens e com mamas muito densas", revela a Dra. Leynalze Lins Ramos dos Santos, especialista em diagnóstico por imagem - ultrassonografia geral pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e mestre em Radiologia Clínica pela Universidade Federal de São Paulo.
A especialista explica que, com o passar da idade, o tecido glandular é substituído por gordura. A mamografia é indicada em pacientes com bastante gordura, enquanto nas mais jovens, com predominância de tecido glandular, o nódulo terá a mesma tonalidade do tecido glandular na mamografia, tornando-se mais difícil de visualizar.
"Nestas pacientes mais jovens, a visualização de um possível nódulo torna-se mais fácil na ultrassonografia, pois a glândula aparece branca e o nódulo preto. As microcalcificações, estágio precoce do câncer de de mama, podem ser identificadas na mamografia."
Assim, em muitos casos poderá ser solicitado que a paciente realize os dois exames, que acabam se complementando.
Segundo a Dra. Leynalze, outro exame que pode ser muito importante é a tomossíntese, especialmente em casos de mamas muito densas. O exame consegue realizar cortes nos locais onde há suspeita de nódulo, como se 'fatiasse o nódulo'.
"Um estudo realizado na Ásia, no ano passado, associou a mamografia digital à tomossíntese e ultrassonografia e comparou os resultados aos da ressonância magnética, atualmente utilizada para fazer um planejamento cirúrgico. A combinação destes três exames não apenas aumentou a sensibilidade para a detecção do câncer de mama precoce, mas também representou uma redução de custo, visto que a ressonância é um método de diagnóstico muito caro."
Hereditariedade e prevenção
O câncer hereditário de mama ou ovário responde por 5 a 10% de todos os casos, afirma o Dr. Thomaz Gollop, Professor Associado de Ginecologia da Faculdade de Medicina de Jundiaí. Por este motivo, é muito importante que se conheça a história destes casos familiais.
Para estes casos, já estão disponíveis no Brasil - e incluídos no Rol de Procedimentos obrigatórios dos planos de saúde desde 2013 - exames genéticos para detecção de câncer de mama e ovário hereditários.
"O estudo genético dos indivíduos em risco é indicado quando há risco genético definido em consulta de aconselhamento genético. Devem ser estudados pacientes acima de 18 anos."
Esta idade, explica o especialista, é estabelecida pois apenas maiores de idade devem entender como lidar com resultados que identifiquem eventuais genes que predisponham ao câncer herdado de mama/ovário.
"Na prática, entretanto, estes exames são realizados em pacientes acima de 35 anos, quando, na maioria dos casos, já se encerrou o período reprodutivo."
Quando confirmada a predisposição por meio dos exames, há que ser discutida a possibilidade de cirurgias preventivas ou tratamento quimioterápico.
Foi esta confirmação que levou a atriz Angelina Jolie, em 2013, a optar pela mastectomia, cirurgia para a retirada das mamas e, em 2015, também os ovários. A notícia gerou muita polêmica.
"Acredito que críticas surgiram por parte de pessoas desinformadas. O risco estabelecido para ela, em função da presença de mutação e da historia familial era alto e ela decidiu pela melhor forma de preservação de sua saúde", conclui o Dr. Thomaz.
A mamografia
Em geral, a indicação é realizar o primeiro exame de mamografia até os 40 anos de idade, e após isso, se não houver nenhuma suspeita, repetir anualmente. No caso de mulheres com histórico de câncer familiar, especialmente em parentes próximos, como mãe, avós ou tias, a mamografia deve ser realizada 10 anos antes da idade em que o familiar teve a doença, e repeti-lo também anualmente, ao longo de toda a vida, ou conforme a orientação de um especialista.
E para quem acha o exame desconfortável, dolorido, a Dra. Leynalze explica.
"Dói, mas é rápido. Quanto mais o profissional que estiver realizando o exame apertar o equipamento, menos sobreposição de tecidos glandulares haverá, melhorando a visualização. Além disso, quanto mais comprimida a mama estiver, menor quantidade de radiação será necessária."
Vale destacar que a mamografia, comparativamente com um raio-x, tem quantidade muito menor de radiação. Por este motivo, não oferece risco e pode realizada anualmente.
Evolução cirúrgica do tratamento
O americano William Halstead foi o primeiro médico cirurgião a padronizar o tratamento do câncer de mama, há mais de 100 anos. Na época, a primeira forma de se tratar a doença era por meio da retirada de toda a mama, incluindo glândula mamária, aréola, papila, gânglios axilares e também músculos peitorais. Este método era bastante agressivo, deixando a paciente com uma grande deformidade.
Com o decorrer dos anos, explica o Dr. Arnaldo Urbano Ruiz, titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e médico cirurgião oncológico dos hospitais São José e São Joaquim da Real e Benemérita Beneficência Portuguesa de São Paulo, percebeu-se que nem sempre era necessária tamanha mutilação.
"Nos anos 50, um cirurgião chamado David Patey aperfeiçoou a mastectomia de Halstead, passando a preservar o músculo peitoral maior, mas ainda retirando os gânglios embaixo do braço. Isso trouxe uma melhor qualidade de vida às pacientes."
A próxima grande inovação surgiu somente duas décadas mais tarde, quando o Dr. Umberto Veronesi, na Itália, inovou no tratamento cirúrgico do câncer de mama. O cirurgião comparou os resultados de pacientes submetidas à cirurgia tradicional da época a outras nas quais retirava-se apenas um pedaço da mama (chamada de quadrantectomia), associada à radioterapia.
"Com os resultados dos dois grupos semelhantes, o novo tratamento, chamado conservador, passou a ser realizado em mulheres que, até então, estavam fadadas à retirada de toda a mama."
Já nos anos 80, o grande destaque foi o desenvolvimento da reconstrução mamária, tanto na mastectomia quanto na quadrantectomia, ou seja, a paciente não ficava com a sequela de uma mama muito disforme em relação a outra, ou ainda sem a mama.
"Além dos efeitos estéticos, estas mulheres poderiam desencadear problemas físicos, pois conforme o tamanho da mama perdida, o eixo do corpo era desviado, acarretando problemas na coluna."
O próximo grande avanço foi a pesquisa do linfonodo sentinela, encabeçada pelo Dr. Armando Giuliano, nos Estados Unidos, e pelo Dr. Veronesi, na Itália. Ao perceber que grande parte dos linfonodos provenientes do esvaziamento axilar eram negativos, ou seja, poucas pacientes tinham linfonodos acometidos, foi desenvolvido o conceito de linfonodo sentinela, que é o primeiro linfonodo a receber células malignas oriundas de um câncer através da circulação linfática.
"As condições do linfonodo sentinela indicam o estado dos demais linfonodos da região afetada. Assim, hoje, a pesquisa do linfonodo sentinela entrou no arsenal terapêutico e nos permite oferecer à paciente com câncer de mama uma cirurgia conservadora, preservando-se muitas vezes o complexo aréolo papilar, um quadrante ou mesmo uma mastectomia com reconstrução imediata, conforme cada caso."
Fonte: http://www.segs.com.br/saude


terça-feira, 31 de maio de 2016

TABAGISMO E MORTE

HOJE  É O DIA MUNDIAL SEM TABACO
Neste 31 de maio a Organização Mundial de Saúde afirma que, o tabagismo é a principal causa de mortes que, podem ser evitadas no mundo.
Uma das idéias da OMS é que todos os países adotem embalagens padronizadas de cigarros e outros correlatos, e que se mantenha somente o nome da marca.
A sugestão é que se retire das embalagens tudo o que possa ser um apelo ao uso do cigarro como: cores, logotipos, imagens insinuantes e promocionais.
Uma ótima defesa da OMS é que se mantenha nas embalagens somente o selo da Receita Federal e as advertências sanitárias que, advertem contra os malefícios oriundos do tabagismo que, no Brasil é exigência do Ministério da Saúde.
O INCA – Instituto Nacional do Câncer destaca que, o marketing e as embalagens de cigarros cada dia são mais sedutores.
Uma verdade que é muito lamentável, é que, o índice de dependência do tabagismo é mais acentuado nos países onde predominam a pobreza e a classe social média.
No Congresso Nacional do Brasil existem dois Projetos de Lei sobre esse tema, e que aprovados, com certeza serão bênçãos para quem quiser:
    I.     O Projeto de Lei nº 103/2014 propõe que as embalagens contenham apenas a marca e logomarca, sem os elementos gráficos, palavras coloridas, embalagens coloridas, e que se tenha nelas as advertências sobre os prejuízos à saúde causados pelo cigarro.
   II.     O Projeto de Lei chamado de suplementar nº 769/2015 proíbe as propagandas do cigarro e seus derivados, e o uso de propaganda de aromas e sabores nos produtos, e ainda que se tenha um padrão gráfico nas embalagens.
Em 1987 a OMS criou o DIA MUNDIAL SEM TABACO, para alertar que o cigarro é causa de muitas doenças como câncer, enfisema pulmonar, bronquite, asma, doenças cardíacas, neuroses, e outras que, causam 600.000 mortes de fumantes passivos (pessoas que não fumam, mas convivem com fumantes) e que, evitando a dependência do tabagismo, todos estes malefícios podem ser evitados.
O tabagismo está entre as principais causas de mortes no planeta com os seguintes dados:
·         63% dos óbitos relacionados às doenças crônicas não transmissíveis.
·         85% das mortes por DPOC Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica.
·         30% de mortes relacionadas ao câncer de pulmão, boca, laringe, faringe, esôfago, etc.
·         25% das mortes por doenças coronarianas.
·         25% das mortes por doenças cerebrovasculares.
Se você que está lendo esta postagem, é fumante e até dependente do tabagismo, saiba que, poderá ser uma das próximas vítimas dele, porque segundo a OMS, se continuar como está, o mundo registrará mais de 8.000.000 (oito milhões) de mortes a partir de 2030. Você poderá estar fazendo parte desta estatística.
Então, que tal tomar uma decisão que possa libertá-lo dos tristes consultórios de DPOC - Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, e melhor ainda: Prorrogar um pouco mais e quem sabe até muitos anos à sua vida! Esta decisão só pode ser uma: ABADONAR O TABAGISMO!
Desejo-lhe sortes nesta empreitada.

Obs.: Dê um click duplo na imagem ilustrativa do texto, para vê-la legivelmente

Finte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/



quinta-feira, 26 de maio de 2016

TABAGISMO

Tabagismo: um vício silencioso 

Hospital do Coração apoia campanha de conscientização da Organização Mundial da Saúde (OMS) em prol do controle do fumo e do tabagismo passivo. 
As altas prevalências de fumantes e a mortalidade decorrente das doenças relacionadas ao cigarro fazem do tabagismo um problema de saúde pública. Estima-se que, em todo o mundo 1,3 bilhão de pessoas são fumantes; destes 20,1 milhões são brasileiros. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), os dados são mais assustadores: por ano, quase 6 milhões de pessoas morrem devido ao fumo, sendo que 600 mil são fumantes passivos. Se nada for feito, a previsão é que, a partir de 2030, mais de 8 milhões de pessoas morram anualmente.
 
Ao longo dos anos, diversas campanhas de conscientização veem sendo realizadas no Brasil e no mundo. Na próxima terça-feira, 31 de maio, Dia Mundial sem Tabaco, a Organização Mundial da Saúde (OMS) visa destacar os riscos à saúde e instituir regulamentações eficazes que reduzam o consumo do cigarro. A campanha deste ano apela para a padronização das embalagens de produtos do tabaco e seus derivados. Essa medida propõe a restrição do uso de cores, elementos gráficos e informações promocionais nos maços de cigarros.
 
A psicóloga Silvia Cury, coordenadora do Programa de Controle do Fumo do Hospital do Coração, em São Paulo, ressalta que a padronização das embalagens do cigarro pode apresentar uma efetividade importante no controle do tabagismo, uma vez que não chama a atenção do jovem para buscar o cigarro. "Sabe-se o quanto as embalagens chamativas podem levar o jovem a saciar sua curiosidade em conhecer determinado produto, principalmente porque, nos pontos de venda, eles são colocados em pontos estratégicos, como perto de doces, balas, chocolates entre outros. Pesquisas mostram que toda forma de restrição estabelecida para o cigarro ajuda a diminuir sua iniciação e prevalência”, diz.
 

A dependência
 



A nicotina é a grande responsável pela dependência. Ela estimula a produção de dopamina e serotonina, causando a sensação de prazer. Poucos segundos após a inalação da fumaça, a nicotina chega ao pulmão e, dele, atinge o sistema circulatório e o cérebro. Em menos de uma hora, o corpo sente a falta desta substância, o que leva o indivíduo a querer fumar ainda mais. 
“As mais de 4.700 substâncias tóxicas existentes no cigarro são extremamente prejudiciais à saúde. O consumo do tabaco está associado a 30% das mortes por câncer, sendo mais de 90% deles de pulmão, 25% dos casos de infarto agudo do miocárdio e quase metade dos derrames cerebrais”, pontua João Marcos Salge, pneumologista do Hospital do Coração.
 

Benefícios de parar de fumar
 

  • Após 20 minutos a pressão e a pulsação já normalizam; 
  • Em 2 horas já não há mais nicotina circulando no sangue; 
  • Entre 12 e 24 horas os pulmões já funcionam melhor; 
  • Após 1 ano o risco de morte por infarto cai pela metade; 
  • Entre 5 e 10 anos o risco de enfarte será igual ao de uma pessoa que nunca fumou. 


Controle do Fumo do Hospital do Coração
 

O Programa de Controle do Fumo do Hospital do Coração mantém uma equipe de psicólogos e médicos de diferentes especialidades que oferece um tratamento com duração de nove sessões individuais distribuídas em três meses de acompanhamento. Ao longo do tratamento, os fumantes são medicados, de acordo com as suas respectivas necessidades, e acompanhados por terapia psicológica com o objetivo de tratar a dependência física e emocional do cigarro. 


Informações para Imprensa
 

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Assessoria de Imprensa Hospital do Coração
Rita Nogueira – rita@targetsp.com.br
 
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Saúde

Fonte:http://www.maxpressnet.com.br/

Obs.: Os grifos são meus. Gostaria de agradecer a maxpress por liberar essa postagem para compartilhamento. Assuntos que abençoem a comunidade, precisam ser compartilhados. 
Todos os créditos pertencem a Maxpress. O único acréscimo que fiz, foi a figura ilustrativa.




quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

TABAGISMO, CÂNCER E MORTE

O TABAGISMO E A MULTIPLICAÇÃO DE CÂNCER NOS PRÓXIMOS 20 ANOS
























"Eis aqui, o que tão-somente achei: que Deus fez ao homem reto, porém eles buscaram muitas  travessuras!" Eclesiastes 7:29
Muitos fumantes não levam a sério os alertas de todos os lados, feitos pela medicina e divulgados por todos os órgãos midiáticos da atualidade, e daqui a pouco tempo estarão fazendo parte de uma estatística de doentes nos hospitais, reclamando das autoridades constituídas, do sistema de saúde, e talvez até de Deus.
Fiquei estarrecido ao ler esta semana sobre o relatório dado pela AGÊNCIA INTERNACIONAL PARA A PESQUISA EM CÂNCER - IARC - sigla inglesa, descrevendo como crescerá o número de casos de câncer no mundo nos próximos 20 anos, que deverá aumentar em 50%.
Em 2012 foi divulgado o último dado disponível sobre o câncer que apontou 14.000.000 de portadores com a doença. A Agência divulgou que esses 14 milhões passarão para 22 milhões de registros anuais até 2020.
É estarrecedor, também que o número de mortes em 2012 que foi de 8.200.000 casos será de 13.000.000 em 2020.
Fiquei imaginando um portador de câncer, precisando de tratamento e remédios, num país igual ao Brasil, onde a preocupação com a saúde sempre fica esquecida nos palanques políticos, para voltar somente depois de quatro anos de sofrimentos da população. 
Não é por mera coincidência que no Brasil e toda a América do Sul e ainda   na África, Ásia e Américas Central concentram-se 60% dos casos de câncer e 70% das mortes provocadas por ele.
Os casos de câncer estão assim distribuídos: Câncer de pulmão 1.800.000 casos (13% do total); Câncer de mama 1.700.000 casos (11,9% do total); Câncer no intestino grosso 1.400.000 casos (9,7% dos casos).
No mundo o câncer de pulmão  matou em 2012 um total de 1.600.000 pessoas; o câncer de fígado matou 800.000 pessoas.
A Agência Internacional Para a Pesquisa em Câncer - IARC, juntamente com a Organização Mundial de Saúde - OMS recomendam como prevenção desta doença,  medidas que combatam a pobreza, o sedentarismo, a obesidade e principalmente o tabagismo, sendo este último o principal responsável pelos tumores malignos no pulmão.
No dia 04/02/2014 o  Instituto Nacional do Câncer - INCA, divulgou um dado alarmante, dizendo que  o Brasil registrará 576.580 novos casos de câncer   este ano
Nos dados do INCA estão incluídos câncer  de pele  que poderá chegar a 182.000 casos, e de próstata (em homens) 69.000 casos, de mama (em mulheres) 57.000 casos, de cólon e reto 33.000 casos, pulmão 27.000 casos, de estômago 20.000 casos e de útero 15.000 casos.
O relatório do Ministério da Saúde registra que em termos de saúde a primeira causa de morte no Brasil são doenças cardiovasculares e a segunda o câncer.
No Brasil em 2010 o câncer matou 176.098 pessoas, em 2011 matou 184.384, a estimativa para 2013 era de 518.510 mortes. 
Eu fiquei imaginando, se o relatório abrangesse doenças como Enfisema Pulmonar e algumas doenças cardíacas, com certeza, muitos que soubessem ficariam assustados, porque o número de casos e de mortes chegaria a milhões. 
Creio que quase não existam famílias em nossos dias que não tenham perdido ou estejam perdendo alguma pessoa querida, vítima do tabagismo, seja por câncer, por enfisema pulmonar ou doenças cardíacas.
Se você é um fumante, reflita nestes dados. Ainda pode ser tempo de parar. Poderá chegar um momento que tenha vencido o vício, mas tarde demais.

Fonte: O Estado de São Paulo e http://saude.terra.com.br/