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sexta-feira, 28 de junho de 2013

SEXO ORAL E CÂNCER ORAL

CÂNCER ORAL COM TRANSMISSÃO SEXUAL
Com uma pesquisa envolvendo dez países europeus e 50 mil pessoas, a AIPC (Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer), divulgou recentemente que, 30% dos cânceres orais tem tudo a ver com o HPV.
Na pesquisa o sexo oral pode provocar câncer de boca e garganta.
A boa notícia é que, segundo os pesquisadores em parceria com  a Organização Mundial da Saúde (OMS),  através de exame de sangue esses tipos de cânceres podem ser descobertos muitos anos antes de virar uma metástase.
A Metástase é um processo complexo que envolva a propagação de um tumor ou de um cancro às partes distantes do corpo de seu local original.
Entre os pesquisadores está Paul Brennan, da Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer (AIPC, parceira da OMS. Foi ele quem esteve a frente deste estudo com conclusões brilhantes. Participaram, também, desta   pesquisa Institutos da Alemanha e EUA.
Os pesquisadores divulgaram essas notícias no “Journal of Clinical Oncology”, que concluíram que, no futuro poderão, inclusive, serem feitos exames preventivos para o papilomavírus humano o HPV, e assim, detectar os pacientes sob riscos da doença.
O desafio agora é que, no futuro descubram novas ferramentas de triagem, para detectar de forma precoce esta terrível doença, que mata milhares de pessoas mensalmente no mundo.
O HPV além de causar cânceres orais na boca e garganta, causa ainda cânceres genitais e de colo do útero.
Atualmente já existem duas vacinas fabricadas pelos laboratórios GlaxoSmithKline e Gardasil para a prevenção contra o HPV.
Brennan, um dos pesquisadores, disse que quanto mais cedo se descobrir a doença, melhor será o tratamento e, também, a sobrevivência do paciente.
Os praticantes de sexo oral, principalmente com parceiros variados, que se cuidem. Existe um câncer orar os aguardando.
A melhor prevenção é usufruir da prática do sexo, conforme os preceitos bíblicos, no casamento. Você pode não concordar! O problema é seu, e as consequências futuras também.
Creio que seja isso que, o apóstolo Paulo queria alertar, quando disse:
24 Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si;
25 Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.
26 Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza.
27 E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro.
28 E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm;
29 Estando cheios de toda a iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade;
30 Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães;
31 Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia;
32 Os quais, conhecendo a justiça de Deus ( que são dignos de morte os que tais coisas praticam ), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem. Rom. 1:24-32
O conselho é que ouçam o que a ciência médica e a Bíblia estão dizendo, porque quando a doença chegar, poderá ser muito tarde.
Concluindo, a boca é sua e você coloca nela o que quiser, mas saiba que, um terrível câncer oral poderá estar lhe esperando.

Fonte: Portal G1


sexta-feira, 14 de junho de 2013

SITUAÇÕES VERGONHOSAS NA SAÚDE PÚBLICA DO BRASIL

Eficácia do exame preventivo de câncer de próstata é questionada por especialista

Em entrevista, o epidemiologista brasileiro Eduardo Franco também critica o Ministério da Saúde por não adotar a vacinação gratuita contra o HPV: "está ficando vergonhoso demais" e diz que o Papanicolau pode ser superado

Valéria Mendes - Saúde Plena
Publicação:14/06/2013 08:30Atualização:13/06/2013 15:59
No início de maio, o Instituto Lado a Lado pela Vida promoveu ação na Praça da Sé para chamar a atenção da população sobre a importância do exame preventivo do câncer de próstata, que atinge mais de 60 mil homens todos os anos no Brasil (Marcelo Camargo/ABr)“Ciência é debate”. A frase é do epidemiologista brasileiro Eduardo Franco para rebater uma expectativa frequente de que o conhecimento científico apresente certezas e respostas definitivas. Ele é um dos nomes mais esperados para o Next Frontiersto Cure Cancer - Próximas Fronteiras para Cura do Câncer -, um congresso organizado pelo centro de tratamento A.C.Camargo, em São Paulo, entre os dias 13 e 15 de junho. A palestra do especialista que dirige a Divisão de Epidemiologia do Câncer do Canadá e chefia o Departamento de Oncologia da McGillUniversity acontece nesta sexta. Para ele, consenso na ciência é um paradoxo. “É o debate que move a ciência adiante”, reforça.


Ele já coordenou o Setor de Epidemiologia do Instituto Ludwig em São Paulo e fala com segurança sobre a realidade do Brasil em relação à pesquisa científica e adoção de programas de prevenção de câncer. No currículo de Franco está também passagens pelo Centro de Controle de Doenças (CDC), em Atlanta; pela Agência Internacional de Pesquisas sobre o Câncer (IARC), em Lyon, e pelo Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos (NCI).


'A prevenção não é mais recomendada como prática de saúde pública', afirma o epidemiologista Eduardo Franco sobre o câncer de próstata (McGil/lDivulgação)
"A prevenção não é mais recomendada como prática de saúde pública", afirma o epidemiologista Eduardo Franco sobre o câncer de próstata

De Montreal, o especialista conversou com o Saúde Plena e não se furtou em criticar alguns protocolos adotados por aqui. Entre suas declarações mais contundentes está sua visão sobre o exame preventivo contra o câncer de próstata. “A prevenção não é mais recomendada como prática de saúde pública”. Franco se refere ao teste de PSA - um exame de sangue para detecção precoce desse tipo de câncer - e ao exame de toque. “Não divulgamos mais o mantra da detecção precoce”, reforça. Segundo ele, é controverso se essa descoberta é boa, já que o câncer de próstata é um tipo que evolui muito vagarosamente. “Para alguém que tem sintoma a gente faz o exame”, fala. Ele ressalta, entretanto, que para a situação particular de um homem e seu médico cujo intuito é se investigar os sintomas, então o preventivo é usado e é muito útil. “O que mudou é a crença de que todos os homens além dos 50 devem ter seu PSA feito todos os anos”, afirma. 



Ele também diz que o risco do tratamento em casos de detecção precoce pode afetar a qualidade de vida do homem - incontinência urinária e dificuldade de ereção - até o risco de morte que toda intervenção cirúrgica tem. 



No caso da constatação de uma lesão, ele é favorável ao tratamento expectante - acompanhar, ao invés de tratar - porque não necessariamente o câncer vai progredir. Ele diz que o risco das consequências negativas se sobrepõe aos benefícios de uma intervenção precoce e que recomenda menos ênfase à ação preventiva. 






Cirurgião oncologista, diretor de Cirurgia Pélvica e vice-presidente do A.C.Camargo Cancer Center, Ademar Lopes diz que, do ponto de vista médico, não concorda com Eduardo Franco. O oncologista faz questão de ressaltar que homens que estão no grupo de risco – idade, casos na família, e pessoas da raça negra - devem iniciar o preventivo mais cedo, aos 40 anos. “No caso de homens com mais de 70 anos e que não têm sintoma, aí não tem sentido fazer PSA e toque retal. Por ser uma doença de evolução lenta, eles podem morrer de outras coisas antes que de câncer de próstata”, diz. 


Para ele, o ponto de vista do epidemiologista brasileiro é de rastreamento populacional. “Procurar câncer de próstata na população inteira é controverso e não aconselho mesmo”, esclarece. O médico reforça: “diagnosticar precocemente o câncer de próstata aumenta a chance uma vida maior”.
 (Arte: Soraia Piva)
HPV: : “está ficando vergonhoso demais” 

Eduardo Franco critica veementemente o Ministério da Saúde (MS) quando o assunto é a vacinação contra o HPV. “O Brasil está atrasado inclusive em relação a outros países da América Latina. A Argentina já deu seu passo há um ano com a vacinação gratuita para a população”, diz. Para ele, o MS ainda se justificou publicamente pelas razões erradas ao afirmar que a vacina é muito cara e que não tinha prova que a imunização funcionava. “Isso deixou o Ministério numa situação embaraçosa com a opinião científica mundial”, afirma.





Em relação ao custo, Franco diz que do ponto de vista de economia de escala a vacina sai barata: U$ 7 a dose. “Vários municípios brasileiros adotaram a vacinação unilateralmente. Uma pena, porque estão tendo que pagar muito mais caro”. O especialista argumenta ainda que o país está penalizando outros países mais pobres da América Latina que estão pagando U$15 pela dose. Ele detalha que como o país integra a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), enquanto grupo conseguiriam um preço mais baixo pelas vacinas. “Se o Brasil entrasse, baixaria para U$ 7. Está ficando vergonhoso demais”, conclui. 


Cirurgião oncologista, Ademar Lopes diz que o ponto de vista do epidemiologista brasileiro é de rastreamento populacional. 'Procurar câncer de próstata na população inteira é controverso e não aconselho mesmo', explica (AC Camargo/Divulgação)
Cirurgião oncologista, Ademar Lopes diz que o ponto de vista do epidemiologista brasileiro é de rastreamento populacional. "Procurar câncer de próstata na população inteira é controverso e não aconselho mesmo", explica

Papanicolau pode ser superado

Dados do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia das Doenças Associadas ao HPV mostram que o vírus está associado a 100% dos casos de câncer de colo de útero. Para Franco, a vacina é uma importante aliada para reduzir esse dado estatístico. Ele diz que o Papanicolau tem impacto na redução da mortalidade de câncer de colo do útero, mas uma pesquisa dele sinaliza que o método pode ser superado. Utilizado há mais de 50 anos para detectar as lesões precursoras do tumor, o exame é menos eficaz que o teste de DNA do HPV. O estudo de 2007 do epidemiologista mostrou que com o teste de DNA do HPV 94,6% das lesões pré-cancerosas são detectadas sem gerar falsos resultados, enquanto que no Papanicolau esse índice foi de 55,4%. A pesquisa reuniu 10.154 mulheres de 30 e 69 anos. Franco diz que é fundamental seguir adiante mesmo com a particularidade brasileira, um país de grandes dimensões e tão diverso de uma região para outra. 

Franco associa o Papanicolau a um cara ou coroa: “ele acerta a presença da doença em 50% dos casos. Muito melhor que isso é vacinar”, fala. O especialista explica, entretanto, que como o exame é anual, a porcentagem aumenta gradativamente. “É uma lógica cruel porque assume que a mulher tem que voltar todo ano ao médico”, diz. A periodicidade, segundo ele, gera um custo enorme para o MS. “É um erro de lógica”, opina.


O cirurgião oncologista, Ademar Lopes concorda que o exame não é perfeito, mas diz que ele é muito importante. “O principal problema são os falso-negativos e isso pode ser por que a coleta não foi feita de maneira adequada ou o exame citológico não foi bem analisado”, observa. Ademar lembra que o Papanicolau não é um exame definitivo, mas é responsável pela triagem de indicação das mulheres para exames mais sofisticados e conclusão do diagnóstico.


Tabagismo: Brasil é exemplo para o mundo

Franco aponta o Brasil como exemplo para o mundo no controle do tabagismo, principal fator de risco para o desenvolvimento de cânceres. “A prevalência de fumantes – adultos e adolescentes – no país é mais baixa que a maioria dos países da América Latina e até de alguns países europeus”.


Outro item de prevenção primária - que são as estratégias para minimizar os fatores de risco da doença – em que o especialista vê avanços no país é em relação à alimentação. “O Brasil já adotou práticas de conscientização do valor nutritivo dos alimentos”. Para ele, o país se fortaleceu com acordos que emanaram do Mercosul e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ficou mais robusta e consequentemente aumentou a sua relevância em território nacional. 



Progressos

A relação do câncer com os hábitos dos homens está comprovada e os principais fatores de risco são resultados das escolhas que cada um faz durante a vida: tabagismo, dieta inadequada e consumo de álcool. As exposições ocupacionais também estão entre eles. “Em uma cidade como Beijing, na China, ou na Cidade do México, a exposição ambiental tem relação com a incidência do câncer de bexiga. A genética é responsável, mais ou menos, por 5% a 10% dos cânceres”, afirma Eduardo Franco.


É bom lembrar que as formas de tratamento estão cada vez mais efetivas. O melhor exemplo, segundo Franco, são os cânceres infantis. “Há 20 anos, o diagnóstico era uma sentença de morte. Hoje, as taxas de cura são altíssimas”, diz. Outro bom exemplo é o câncer de mama. “A medicina consegue cada vez mais fazer um tratamento personalizado e não uma fórmula geral para todos os pacientes”, salienta o especialista.



Ele ressalta, entretanto, que para os cânceres de pâncreas, fígado e pulmão, a ciência e medicina conseguiram evoluir pouco nos últimos anos para uma melhor taxa de sobrevivência.


Fonte:http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2013/06/14/noticia_saudeplena,143701/eduardo-franco.shtml
Obs.: A publicação deste blog respeitou todos os créditos  dos seus autores e do site que publicou esse assunto tão relevante.