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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

SAÚDE



DIAGNÓSTICO TARDIO DE CÂNCER DE MAMA PREOCUPA MASTOLOGISTAS

Segundo a SBM, o Brasil registra 58 mil casos de câncer de mama por ano

DIVULGAÇÃO


A mamografia, exame que detecta o câncer de mama, aliado ao exame clínico e ao autoexame são considerados elementos essenciais para a prevenção de novas mortes pela doença, disse hoje (5) o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), Antônio Luiz Frasson. Neste domingo, é celebrado o Dia Nacional da Mamografia.

Segundo a SBM, o Brasil registra 58 mil casos de câncer de mama por ano e a maioria é detectada com lesões muito grandes. “Aproximadamente 50% dos casos são detectados com mais de 5 centímetros. Isso significa que existe um descaso com o problema”, informou Frasson. Outra dificuldade, segundo ele, é o acesso ao tratamento quando a mulher detecta um tumor.

O presidente da SBM disse que o retardo do diagnóstico preocupa a todos os mastologistas. Cada milímetro de tumor implica risco de mais ou menos 1% de que a doença se espalhe. Caso se detecte um tumor de 5 centímetros, o risco de que, no momento do diagnóstico, já exista metástese é muito alto.

Diagnóstico precoce

A importância do diagnóstico precoce, que é feito com exame clínico e que permite identificar lesões de 2 centímetros, é destacada pela Sociedade Brasileira de Mastologia. Com a mamografia, são identificadas lesões muitas vezes milimétricas. A SBM recomenda que a mamografia seja feita a partir dos 40 anos, porque em muitas regiões do Brasil a incidência de câncer de mama em mulheres entre 40 e 50 anos não é pequena. Varia entre 20% e 40%, informou o especialista.

Antônio Luiz Frasson explicou que não é recomendada a mamografia antes dos 40 anos porque a mama é bastante densa nessa faixa etária, o que reduz a eficácia do exame. Para o grupo de mulheres com menos de 40 anos, a instituição procura orientar sobre os fatores de risco, em especial a história familiar. No grupo de mulheres com risco familiar, recomenda-se um acompanhamento a partir dos 20, ou no máximo, 25 anos.

“Nós orientamos muito sobre a questão dos fatores de risco, especialmente relacionados com a história familiar, porque quando existe um risco familiar é muito comum que os tumores apareçam antes dos 40 anos. Para essa população com menos de 40 anos e com histórico familiar, recomendamos ultrassom e ressonância de mama, que são exames mais sensíveis nessa faixa etária”, disse Frasson.

Ele confirmou que existe no Brasil a percepção de que um grande número de casos de tumor de mama está ocorrendo antes dos 40 anos. Para esse grupo de mulheres, a orientação é que quando façam revisão ginecológica, o próprio ginecologista avalie a mama e fique atento a qualquer queixa mamária. “Qualquer alteração na mama deve desencadear uma investigação”. Entre essas alterações, estão caroços nos seios; alergia nos mamilos; pele retraída; inchaço e sensação de calor; ferida nos seios; mudança na pele ao redor do mamilo; secreção pelo bico do seio. A própria mulher, no autoexame, deve estar atenta a esses sinais. “Ninguém melhor do que a própria mulher para perceber alterações precocemente”.

Peculiaridades

Antônio Luiz Frasson destacou que o país tem peculiaridades diferentes da Europa e dos Estados Unidos, onde as pessoas fazem muita avaliação. “Você pega tumores muito menores”. Vinte e cinco por cento dos tumores na Europa, por exemplo, não são palpáveis; são muito pequenos e descobertos por exames. No Brasil, isso não atinge 5% dos casos.

“Então, no Brasil, a gente recomenda muito o autoexame, porque a mulher conhecendo e estando acostumada com a avaliação da própria mama, frente a qualquer alteração ela pode perceber e investigar”. O autoexame deve ser feito após o período menstrual, quando a mama está menos inchada e mais suscetível a perceber qualquer alteração. Havendo qualquer mudança, a mulher deve procurar um médico para que a investigação seja feita.

Frasson reiterou que o problema do câncer de mama no Brasil é muito sério, porque além do retardo do diagnóstico, existe uma dificuldade no atendimento no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), onde as pessoas podem levar mais de seis meses para conseguir acesso. “Às vezes, a pessoa detecta o tumor, mas até conseguir uma consulta no posto de saúde e ser encaminhada a um hospital de referência para investigação, pode levar de seis meses a um ano. Esse processo tem que ser agilizado também”.

sexta-feira, 11 de março de 2016

HERESIAS

O Movimento do Nome Sagrado é um movimento religioso que começou por volta de 1920-30. Segundo alguns pesquisadores, esse movimento nasceu dentro das igrejas de Deus do Sétimo Dia. Alguns dizem que alguns indivíduos antes de 1930, já haviam publicado panfletos e livretes a respeito do assunto envolvendo a polêmica dos nomes sagrados. A principal preocupação deste movimento é com o homônimo escrito e oral do nome sagrado Yahweh (inglês) ou Iavé (português), uma das muitas formas de pronunciar o nome de Deus; e também Yahshua para Jesus. Desta ênfase deriva o nome deste Movimento. Enquanto a forma mais popular do Nome vem a nós como Yahweh, nas Bíblias hebraicas é hvhy e nos manuscritos e gravuras como hwhy. Em inglês este tetragrama é representado como YHWH ou YHVH.




É UM MOVIMENTO UNIFICADO?
Não. O movimento é fragmentado tanto no Brasil como nos Estados Unidos.
Neste último parece que o maior deles é o chamado "A Casa de Yahweh". No Brasil existem a Igreja de Deus Testemunhas de Ierrochua, Comunidade Judaica Messianitas, Igreja do Senhor Yahôshuah, Testemunhas de Yehoshua, Gideões de Yehoshua Hamashiach, Igreja do Deus Yehoshua e outras; até mesmo um grupo dissidente dos adventistas do Sétimo Dia já se envolveram com mais esta heresia.

QUANTOS ADEPTOS EXISTEM?
Não sabemos ao certo. Nos EUA alguns acreditam que existem perto de 7.000 adeptos. Aqui no Brasil não existe estatística quanto ao número correto de membros. Mas pelo tamanho das comunidades existentes talvez não ultrapasse a cifra de mil.

QUAIS SÃO SEUS PRINCIPAIS LÍDERES AQUI NO BRASIL?
É difícil averiguar este ponto, pois o movimento é formado por pequenas comunidades independentes. Todavia, a literatura que temos pesquisado para obter informações deste movimento trás o nome de Haroeh José Cláudio Pinheiro, Josué B. Paulino, Ivo Santos de Camargo, Djalma Mathayah Pynto e outros. 

O QUE CRÊEM OS ADEPTOS DO MOVIMENTO DO NOME SAGRADO?
Os pontos doutrinários assim como o movimento é fragmentado. Não existe um consenso geral doutrinário. Todavia, podemos traçar um perfil geral das várias doutrinas esposadas por eles:

1.Alguns negam a inspiração do Evangelho de Mateus, sob alegação de que é um livro apócrifo;
2. Ensinam que o nome correto de Jesus é Yehoshua e que Jesus significa deus-Cavalo;
3. Fazem ligação entre Jesus (no grego Iesous) com Esus, um deus celta, pretendendo com isso afirmar que os cristãos são pagãos;
4. Ensinam que o número 666 (número da Besta de Ap 13.6,18) se enquadra no nome de Jesus;
5. Negam o nascimento virginal de Jesus, ensinando ser ele filho de José e Maria;
6.Negam a doutrina da Trindade, afirmando que o Pai é o Filho e o Filho, o Pai (Unicismo);
7. O batismo é realizado em nome de Yehoshua-Mashiach;
8. Crêem em duas classes de pessoas: os cristãos, que vão para o céu; e os judeus, assírios e egípcios, que irão herdar a terra;
9. Negam a salvação de quem invoca o nome de Jesus. Só há salvação para quem invoca o nome Yehoshua;
10. Ensinam a guarda do sábado como fator necessário à salvação.
11. Renegam o nome de "cristãos", dizendo que tal nome foi dado para escarnecer dos discípulos, é um nome pagão.
12. Guardam festas e dias tipicamente judaicos; outras usam véu, praticam lava-pés, ósculo santo, comem pão ázimo etc...

ALÉM DESTAS ACIMA PODEMOS AINDA INCLUIR AS SEGUINTES CRENÇAS:1. A pronúncia original do tetragrama pode ser determinada com certeza absoluta. 

Muitos líderes dentro deste movimento acreditam e ensinam que a menos que a pessoa use o nome hebreu e só o nome hebreu para Deus, ele ou ela será condenado eternamente.
Contudo nenhum deles sabem de fato a pronúncia hebraica original do nome de Deus. Isso fica constatado quando comparamos os diferentes nomes usados por grupos dentro do movimento ou por indivíduos que vivem mudando constantemente o nome e sua pronuncia que acreditam ser sagrados. Para alguns deles Deus é chamado de Yah, Yahh, Yahweh, Yahveh, Iahueh, Yahwah, e Yaohu; para outros ele é chamado como Yhwh, Yhvh.
Jesus é chamado de Ierrochua, Yehoshua, por alguns; por outros de Yasha, Yeshua, Yahushua, Yaohushua, Iahushua, Yahvahshua, Yhwhhoshua.
A ortografia e pronúncia do Nome usadas por um grupo difere grandemente da pronuncia usada por outro grupo. Alguns o chamam de IAURRÚSHUA, E OUTROS DE Yahôshuah. Também em relação ao tetragrama temos uns com Yahweh, e outros com Yaohu, ou Yahuwah, e outros nomes. Estas ortografias e pronúncias são, na verdade, nomes diferentes. Então, entre os adeptos do movimento há muitos Nomes diferentes, cada qual sagrado aos seus usuários. E cada um está convencido que a ortografia particular usada por ele é o verdadeiro Nome que o anjo pronunciou a Maria. O pior de tudo é que muitos até vivem mudando de pronúncia! Isso mostra a tremenda confusão que impera no seio destes grupos heréticos.

Veja abaixo alguns exemplos dos diferentes tipos de escrever e pronunciar os nomes sagrados:

O nome de Deus conforme dado no Antigo Testamento

Yahwah Yahweh YHWH
Yah Veh Yah Yahway
Yaohu Ul Yahvah Yahuwah
Iahueh YHVH Yahuah 

O nome de Jesus conforme dado no Novo Testamento

Yaohushua Yahvahosha YHWHSHUA
Yahshua Yahushua Yeshua
Iahushua Yashwa Yahoshua
Yahweh Ben Yahweh Yashua Y'shua

CACP - Centro Apologético Cristão de Pesquisa

Fonte:http://www.umaalmasedenta.com/2016/03/o-que-e-o-movimento-do-nome-sagrado



quarta-feira, 11 de setembro de 2013

CATÓLICOS EM CRISE

Um quarto dos padres deixou a batina





O Movimento Nacional das Famílias dos Padres Casados estima que no Brasil 7 mil religiosos pediram a dispensa do sacramento da ordem e optaram pelo matrimônio ou por outro motivo. Ou seja, um a cada quatro padres brasileiros deixaram a batina. São 150 mil padres no mundo nessa condição.
O ex-padre Otto Euphrásio de Santana, casado e pai de um filho e uma filha, está animado com o novo papa, Francisco. Ele disse aos repórteres Edison Veiga e José Maria Mayrink, de O Estado de S. Paulo, que a escolha de Francisco representa uma primavera no mundo e na igreja. "Estamos contentes com o espírito, as palavras e as atitudes cristãs dele (do papa). Mas não dá para saber se e como ele vai enfrentar a realidade dos cerca de 150 mil padres casados no mundo", afirmou o porta-voz do Movimento, João Tavares.
Santana continua ligado à igreja, colabora com dioceses e paróquias, mas não pretende voltar ao ministério sacerdotal, mesmo que caia a obrigatoriedade do celibato. "Não aspiro voltar ao exercício do ministério sacerdotal. A esclerose das estruturas é paralisante e deformadora. Impede a afirmação dobatismo como sacramento fundante da Igreja", argumentou aos repórteres.
Outro ex-padre, o historiador Eduardo Hoornaert, 82 anos, entende que uma eventual readmissão de padres casados não é prioridade para o papa, pois ele tem outros problemas mais prementes a resolver, como a formação de missionários, "sem essa carga de 2 mil anos de dogmas e leis". Hoornaert abandou os ritos, mas não se desligou do ministério, "pois o ministério é o evangelho". 
O Movimento Nacional das Famílias dos Padres Casados começou no Brasil em 1979, quando reuniu, em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, 11 ex sacerdotes e suas mulheres que, mesmo fora do ministério sacerdotal, queriam ser úteis à sociedade. 
A ata do encontro registra: "Muitos padres casados se afastaram da Igreja por causa de uma certa visão oficial, que os marginaliza. Mas essas pessoas não se afastaram do compromisso com o povo. O padre casado ainda pode fazer algo a esta igreja oficial: ele pode colocar nela a sua luta junto com o povo."



Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial 


sexta-feira, 14 de junho de 2013

SITUAÇÕES VERGONHOSAS NA SAÚDE PÚBLICA DO BRASIL

Eficácia do exame preventivo de câncer de próstata é questionada por especialista

Em entrevista, o epidemiologista brasileiro Eduardo Franco também critica o Ministério da Saúde por não adotar a vacinação gratuita contra o HPV: "está ficando vergonhoso demais" e diz que o Papanicolau pode ser superado

Valéria Mendes - Saúde Plena
Publicação:14/06/2013 08:30Atualização:13/06/2013 15:59
No início de maio, o Instituto Lado a Lado pela Vida promoveu ação na Praça da Sé para chamar a atenção da população sobre a importância do exame preventivo do câncer de próstata, que atinge mais de 60 mil homens todos os anos no Brasil (Marcelo Camargo/ABr)“Ciência é debate”. A frase é do epidemiologista brasileiro Eduardo Franco para rebater uma expectativa frequente de que o conhecimento científico apresente certezas e respostas definitivas. Ele é um dos nomes mais esperados para o Next Frontiersto Cure Cancer - Próximas Fronteiras para Cura do Câncer -, um congresso organizado pelo centro de tratamento A.C.Camargo, em São Paulo, entre os dias 13 e 15 de junho. A palestra do especialista que dirige a Divisão de Epidemiologia do Câncer do Canadá e chefia o Departamento de Oncologia da McGillUniversity acontece nesta sexta. Para ele, consenso na ciência é um paradoxo. “É o debate que move a ciência adiante”, reforça.


Ele já coordenou o Setor de Epidemiologia do Instituto Ludwig em São Paulo e fala com segurança sobre a realidade do Brasil em relação à pesquisa científica e adoção de programas de prevenção de câncer. No currículo de Franco está também passagens pelo Centro de Controle de Doenças (CDC), em Atlanta; pela Agência Internacional de Pesquisas sobre o Câncer (IARC), em Lyon, e pelo Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos (NCI).


'A prevenção não é mais recomendada como prática de saúde pública', afirma o epidemiologista Eduardo Franco sobre o câncer de próstata (McGil/lDivulgação)
"A prevenção não é mais recomendada como prática de saúde pública", afirma o epidemiologista Eduardo Franco sobre o câncer de próstata

De Montreal, o especialista conversou com o Saúde Plena e não se furtou em criticar alguns protocolos adotados por aqui. Entre suas declarações mais contundentes está sua visão sobre o exame preventivo contra o câncer de próstata. “A prevenção não é mais recomendada como prática de saúde pública”. Franco se refere ao teste de PSA - um exame de sangue para detecção precoce desse tipo de câncer - e ao exame de toque. “Não divulgamos mais o mantra da detecção precoce”, reforça. Segundo ele, é controverso se essa descoberta é boa, já que o câncer de próstata é um tipo que evolui muito vagarosamente. “Para alguém que tem sintoma a gente faz o exame”, fala. Ele ressalta, entretanto, que para a situação particular de um homem e seu médico cujo intuito é se investigar os sintomas, então o preventivo é usado e é muito útil. “O que mudou é a crença de que todos os homens além dos 50 devem ter seu PSA feito todos os anos”, afirma. 



Ele também diz que o risco do tratamento em casos de detecção precoce pode afetar a qualidade de vida do homem - incontinência urinária e dificuldade de ereção - até o risco de morte que toda intervenção cirúrgica tem. 



No caso da constatação de uma lesão, ele é favorável ao tratamento expectante - acompanhar, ao invés de tratar - porque não necessariamente o câncer vai progredir. Ele diz que o risco das consequências negativas se sobrepõe aos benefícios de uma intervenção precoce e que recomenda menos ênfase à ação preventiva. 






Cirurgião oncologista, diretor de Cirurgia Pélvica e vice-presidente do A.C.Camargo Cancer Center, Ademar Lopes diz que, do ponto de vista médico, não concorda com Eduardo Franco. O oncologista faz questão de ressaltar que homens que estão no grupo de risco – idade, casos na família, e pessoas da raça negra - devem iniciar o preventivo mais cedo, aos 40 anos. “No caso de homens com mais de 70 anos e que não têm sintoma, aí não tem sentido fazer PSA e toque retal. Por ser uma doença de evolução lenta, eles podem morrer de outras coisas antes que de câncer de próstata”, diz. 


Para ele, o ponto de vista do epidemiologista brasileiro é de rastreamento populacional. “Procurar câncer de próstata na população inteira é controverso e não aconselho mesmo”, esclarece. O médico reforça: “diagnosticar precocemente o câncer de próstata aumenta a chance uma vida maior”.
 (Arte: Soraia Piva)
HPV: : “está ficando vergonhoso demais” 

Eduardo Franco critica veementemente o Ministério da Saúde (MS) quando o assunto é a vacinação contra o HPV. “O Brasil está atrasado inclusive em relação a outros países da América Latina. A Argentina já deu seu passo há um ano com a vacinação gratuita para a população”, diz. Para ele, o MS ainda se justificou publicamente pelas razões erradas ao afirmar que a vacina é muito cara e que não tinha prova que a imunização funcionava. “Isso deixou o Ministério numa situação embaraçosa com a opinião científica mundial”, afirma.





Em relação ao custo, Franco diz que do ponto de vista de economia de escala a vacina sai barata: U$ 7 a dose. “Vários municípios brasileiros adotaram a vacinação unilateralmente. Uma pena, porque estão tendo que pagar muito mais caro”. O especialista argumenta ainda que o país está penalizando outros países mais pobres da América Latina que estão pagando U$15 pela dose. Ele detalha que como o país integra a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), enquanto grupo conseguiriam um preço mais baixo pelas vacinas. “Se o Brasil entrasse, baixaria para U$ 7. Está ficando vergonhoso demais”, conclui. 


Cirurgião oncologista, Ademar Lopes diz que o ponto de vista do epidemiologista brasileiro é de rastreamento populacional. 'Procurar câncer de próstata na população inteira é controverso e não aconselho mesmo', explica (AC Camargo/Divulgação)
Cirurgião oncologista, Ademar Lopes diz que o ponto de vista do epidemiologista brasileiro é de rastreamento populacional. "Procurar câncer de próstata na população inteira é controverso e não aconselho mesmo", explica

Papanicolau pode ser superado

Dados do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia das Doenças Associadas ao HPV mostram que o vírus está associado a 100% dos casos de câncer de colo de útero. Para Franco, a vacina é uma importante aliada para reduzir esse dado estatístico. Ele diz que o Papanicolau tem impacto na redução da mortalidade de câncer de colo do útero, mas uma pesquisa dele sinaliza que o método pode ser superado. Utilizado há mais de 50 anos para detectar as lesões precursoras do tumor, o exame é menos eficaz que o teste de DNA do HPV. O estudo de 2007 do epidemiologista mostrou que com o teste de DNA do HPV 94,6% das lesões pré-cancerosas são detectadas sem gerar falsos resultados, enquanto que no Papanicolau esse índice foi de 55,4%. A pesquisa reuniu 10.154 mulheres de 30 e 69 anos. Franco diz que é fundamental seguir adiante mesmo com a particularidade brasileira, um país de grandes dimensões e tão diverso de uma região para outra. 

Franco associa o Papanicolau a um cara ou coroa: “ele acerta a presença da doença em 50% dos casos. Muito melhor que isso é vacinar”, fala. O especialista explica, entretanto, que como o exame é anual, a porcentagem aumenta gradativamente. “É uma lógica cruel porque assume que a mulher tem que voltar todo ano ao médico”, diz. A periodicidade, segundo ele, gera um custo enorme para o MS. “É um erro de lógica”, opina.


O cirurgião oncologista, Ademar Lopes concorda que o exame não é perfeito, mas diz que ele é muito importante. “O principal problema são os falso-negativos e isso pode ser por que a coleta não foi feita de maneira adequada ou o exame citológico não foi bem analisado”, observa. Ademar lembra que o Papanicolau não é um exame definitivo, mas é responsável pela triagem de indicação das mulheres para exames mais sofisticados e conclusão do diagnóstico.


Tabagismo: Brasil é exemplo para o mundo

Franco aponta o Brasil como exemplo para o mundo no controle do tabagismo, principal fator de risco para o desenvolvimento de cânceres. “A prevalência de fumantes – adultos e adolescentes – no país é mais baixa que a maioria dos países da América Latina e até de alguns países europeus”.


Outro item de prevenção primária - que são as estratégias para minimizar os fatores de risco da doença – em que o especialista vê avanços no país é em relação à alimentação. “O Brasil já adotou práticas de conscientização do valor nutritivo dos alimentos”. Para ele, o país se fortaleceu com acordos que emanaram do Mercosul e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ficou mais robusta e consequentemente aumentou a sua relevância em território nacional. 



Progressos

A relação do câncer com os hábitos dos homens está comprovada e os principais fatores de risco são resultados das escolhas que cada um faz durante a vida: tabagismo, dieta inadequada e consumo de álcool. As exposições ocupacionais também estão entre eles. “Em uma cidade como Beijing, na China, ou na Cidade do México, a exposição ambiental tem relação com a incidência do câncer de bexiga. A genética é responsável, mais ou menos, por 5% a 10% dos cânceres”, afirma Eduardo Franco.


É bom lembrar que as formas de tratamento estão cada vez mais efetivas. O melhor exemplo, segundo Franco, são os cânceres infantis. “Há 20 anos, o diagnóstico era uma sentença de morte. Hoje, as taxas de cura são altíssimas”, diz. Outro bom exemplo é o câncer de mama. “A medicina consegue cada vez mais fazer um tratamento personalizado e não uma fórmula geral para todos os pacientes”, salienta o especialista.



Ele ressalta, entretanto, que para os cânceres de pâncreas, fígado e pulmão, a ciência e medicina conseguiram evoluir pouco nos últimos anos para uma melhor taxa de sobrevivência.


Fonte:http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2013/06/14/noticia_saudeplena,143701/eduardo-franco.shtml
Obs.: A publicação deste blog respeitou todos os créditos  dos seus autores e do site que publicou esse assunto tão relevante.