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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA NA AMÉRICA DO SUL

Líderes religiosos negociam resgate de seus próprios filhos

O governo colombiano tem feito vários acordos de paz com as FARC
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O que você faria se o seu filho fosse raptado por guerrilheiros? Muitos pastores têm a perigosa tarefa de negociar com estes grupos violentos tanto pelos seus filhos quanto pelos filhos de alguns membros da igreja. O pastor Mauricio, que vem de uma vila tomada por gangues criminosas e grupos paramilitares, foi para um desses grupos na tentativa de negociar seu próprio filho. Ele estava plenamente consciente de que poderia ser morto.
Antes de se apresentar ao comandante do grupo, ele e seus amigos oraram bastante. Numa breve conversa, lhe foi permitido resgatar o filho de 15 anos de idade, com uma condição: eles teriam que deixar a vila. Mauricio concordou e mudou-se dentro de poucos dias e embora estejam mais seguros, a família ainda tem medo, além disso, o filho ficou gravemente traumatizado pela experiência.
Alguns se perguntam se esse tipo de situação um dia terá fim. O governo colombiano tem feito vários acordos de paz com as FARC (Forças Armadas Revolucionárias Colombianas), que é considerado o maior grupo guerrilheiro do país, há mais de dois anos. No início deste ano, as FARC concordaram em não recrutar crianças com idade inferior a 17 anos, o que parece ter sido um grande passo, mas ao mesmo tempo, muitos cristãos relatam que eles continuam sequestrando as crianças mais novas.
Na Casa Abrigo Visão Ágape, a equipe educa, ama e cuida das crianças que são encaminhadas para lá. Algumas ainda estão muito traumatizadas, mas o objetivo é tratar dessas crianças através da Palavra e mostrar que, apesar de tudo, eles agora têm amigos de verdade e fazem parte da grande família de Deus. As crianças estão sendo ensinadas a confiar em Jesus.
A Portas Abertas lançou recentemente uma campanha de cartões e cartas para encorajar as crianças da Casa Abrigo Visão Ágape. Ainda dá tempo de participar. Saiba mais no site.

Fonte: Portas Abertas Internacional

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

ATÉ UM BISPO DA IGREJA UNIVERSAL ENTROU "PELO CANO"

Barbosa manda prender Costa Neto e mais três

Costa Neto renuncia ao mandato e Pedro Corrêa já se apresentou à PF 


Valdemar Costa Neto afirmou ontem que não comenta decisões do Poder Judiciário
Brasília

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, decretou a prisão de mais quatro condenados no processo do mensalão: o deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), os ex-deputados Bispo Rodrigues (PL-RJ) e Pedro Corrêa (PP-PE) e o ex-dirigente do Banco Rural Vinicius Samarane. Os três primeiros cumprirão pena em regime semiaberto e Samarane, em regime fechado. 


O ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE) e o ex-executivo do Banco Rural Vinícius Samarane, se entregaram na tarde de ontem à Polícia Federal em Brasília. Há expectativa de serem presos outros dois condenados nos próximos dias: o deputado Pedro Henry (PP-MT) e Rogério Tolentino, ex- advogado de Marcos Valério. A expectativa da Polícia Federal é que eles se apresentassem ainda ontem. O deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP) apresentou ontem o pedido de renúncia ao mandato no plenário da Câmara dos Deputados. 

Valdemar Costa Neto afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não comenta decisões do Poder Judiciário. Ele está em Brasília, onde mora, e deve se apresentar à PF assim que for notificado. No final da tarde, o líder do PR na Câmara, Luciano Castro (RR) leu a carta de renúncia de Costa Neto no plenário da Casa. 

Somente Samarane cumprirá a pena em regime fechado por ter recebido pena maior de oito anos. Os demais, com penas abaixo de oito, ficarão em regime semiaberto. De acordo com a Lei de Execução Penal, condenados em regime semiberto podem trabalhar dentro do presídio, em oficinas de marcenaria e serigrafia, por exemplo, ou externamente, em uma empresa que contrate detentos. 

Os réus João Paulo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados e deputado federal (PT-SP), condenado a nove anos e quatro meses de prisão; o ex-assessor parlamentar do PP João Claudio Genu, condenado a quatro anos; e o ex-sócio da corretora Bônus Banval Breno Fischberg, condenado a três anos e seis meses, ainda poderão recorrer em liberdade, por terem direito aos embargos infringistes, outra fase de recursos do processo. 

RENÚNCIA 

O deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP) apresentou ontem o pedido de renúncia ao mandato no plenário da Câmara dos Deputados. Condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão, Costa Neto teve o mandado de prisão emitido ontem pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 

O pedido foi lido pelo deputado Luciano Castro (PR-RR), vice-líder do partido na Câmara. No texto, Costa Neto diz que não cogita "impor ao Parlamento a oportunidade de mais um constrangimento institucional". Na carta, declara ainda que pagará pelas faltas que reconhece e que foi condenado por crimes que não cometeu. "Serenamente, passo a cumprir uma sentença de culpa, flagrantemente destituída do sagrado direito ao segundo grau de jurisdição". 

A carta de renúncia foi lida após o presidente do STF, Joaquim Barbosa, ter assinado documento comunicando aos presidentes da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), sobre o fim do processo. A prisão daria início à abertura do processo de cassação em função da condenação definitiva. "Encaminho à Vossa Excelência cópia de decisão em que neguei seguimento aos embargos infringentes opostos pelo réu Valdemar Costa Neto, por faltar-lhe requisito essencial de admissibilidade e por considerá-lo protelatório. Determinei a imediata certificação do trânsito em julgado e o consequente início da execução do acórdão condenatório", diz o documento assinado por Barbosa. 

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

MUÇULMANOS ABUSAM DOS CRISTÃOS NO IRÃ

Irã 'abusa' dos direitos nacionais e internacionais dos cristãos
29 out 2013  IRÃ
Pelo menos 300 cristãos foram presos nos últimos três anos no Irã. As acusações mais comuns são ações contra a segurança pública e propaganda contra o regime. Muitos destes cristãos foram presos por fazer parte de "igrejas domésticas", pequenas reuniões de cristãos que se encontram para adorar e orar juntos
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Os contínuos maus tratos do Irã à sua minoria cristã foi um dos temas levantados em reunião recente do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.
Attieh Fard, uma advogada especializada em direitos humanos, pediu ao presidente Hassan Rouhani para cumprir suas promessas feitas às Nações Unidas, em Nova York, libertando os 42 cristãos presos e os 45 que aguardam julgamento.
Fard disse que esses números representam apenas os casos conhecidos. O número real é muito maior, levando-se em conta que muitos têm permanecido em silêncio devido às ameaças do governo. Ao fazer isso, afirmou em seu relatório de 24 de setembro, o governo viola as suas obrigações legais nacionais e internacionais.
"Ao fazer essas acusações contra os cristãos, tanto o governo como o Judiciário cometeram um erro fatual porque as reuniões cristãs em casas ou igrejas são formadas, principalmente, para os cristãos adorarem e estudarem a Bíblia juntos, e não para mudarem o regime. Elas não têm qualquer objetivo político. Portanto, estes julgamentos são errados", disse Fard.
Fard acrescentou que encontros semelhantes eram realizados por muçulmanos xiitas, que se reúnem em grupos para estudar o Alcorão e orar. Mas essas reuniões não foram consideradas uma ameaça à segurança nacional. Alguns cristãos presos são obrigados a ouvir o Alcorão e "bastante pressionados" a se converter ao islamismo. Ela disse que muitos deles são torturados e têm seus bens confiscados. Então, depois de serem libertados, perdem geralmente o direito à educação ou emprego.
O artigo 26 da Constituição iraniana concede o direito a minorias religiosas, incluindo os cristãos, de formar sociedades e se reunir. Como tal, igrejas domésticas são entidades legítimas. Segundo Fard, muitos pastores têm sido presos e mesmo aqueles que são libertados são frequentemente mantidos sob um tipo de prisão domiciliar. O Rev. Robert Asseriyan, que foi preso no início deste ano, é um exemplo. Desde que foi solto, Asseriyan foi impedido de falar com qualquer outro cristão, disse ela.
"Alguns líderes da igreja que não estão presos têm sofrido ameaças do governo dizendo que, se não cessarem as suas atividades ou deixarem de ir às igrejas, serão prejudicados eles próprios ou os membros de suas famílias - mortos, fisicamente atacados ou estuprados", disse ela.
O Irã anunciou que está comprometido com o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, incluindo o artigo 18, que garante o direito de qualquer pessoa a mudar de religião. No entanto, Fard disse que o governo tem "repetidamente prendido cristãos que se converteram do Islamismo, confiscando suas propriedades e os forçando a abandonar seu trabalho ou seus empregadores a demiti-los".
Fard compartilhou o exemplo de um professor que trabalhava para o Ministério da Educação há 30 anos. Depois de descobrirem que ele era um cristão, foi demitido.
Algumas mulheres cristãs perderam a custódia de seus filhos depois de seu divórcio de homens muçulmanos, uma vez que eram tidas como cristãs que abriram mão de seus direitos. Em um caso, o juiz disse à mãe de uma menina de dois anos que ela poderia manter a custódia de sua filha caso se tornasse muçulmana. Enquanto isso, muitos cristãos são forçados a casar-se em cerimônias muçulmanas e realizar funerais islâmicos para os membros cristãos da família.
A recente soltura de duas mulheres cristãs pelo governo foi bem recebida, disse Fard, mas ela pediu ao governo para "libertar todos os prisioneiros cristãos e proteger os seus direitos de cidadania quando forem soltos". Fard também mencionou o fechamento das igrejas de língua persa por parte do governo, acrescentando que não só os cristãos estão impedidos de convidar os não-cristãos a participar como também estão impedidos de aceitar qualquer não-cristão que queira participar.
A solicitação do governo a todas as igrejas para fornecer os detalhes do cartão nacional de identidade de todos os membros e para instalar câmeras de vigilância nas igrejas é contra o artigo 23 da Constituição do Irã, que proíbe o governo de exigir detalhes da religião ou crença de uma pessoa.
Fard concluiu: "É óbvio que o governo islâmico do Irã tem tomado medidas para impedir o acesso de cristãos e do público a sociedades cristãs, igrejas, literatura e a religião cristã, não levando em conta os direitos constitucionais dos cristãos, nacionais e internacionais. Agora que o Irã se diz comprometido com suas obrigações internacionais, deve começar de fato a tomar medidas para proteger estes direitos constitucionais".

Fonte: Portas Abertas Internacional
Tradução: Daniela Cunha