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segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

SAÚDE: Hanseníase

Hanseníase: saiba quais são os sintomas e tratamentos da doença

Em Goiás foram registrados 1.342 casos em 2017
Foto: Divulgação
Este domingo, 27, foi instituído pela Organização Mundial da Saúde como o Dia Mundial de Luta Contra a Hanseníase. O tema deste ano são as incapacidades físicas causadas pela doença, que coloca o Brasil na segunda posição do mundo, entre os países que mais registram novos casos da enfermidade.
A médica dermatologista, Paula Azevedo Costa, explica que a doença, considerada a mais antiga da humanidade. não é hereditária e sua evolução depende de características do sistema imunológico da pessoa que foi infectada.

“Os principais sintomas são manchas na pele que podem ser únicas ou várias e de diferentes formas e tonalidades, sendo claras ou avermelhadas e essas manchas podem provocar também alterações de sensibilidade ao frio, calor e toque”, afirma.
Outros sintomas comuns são formigamento, sensação de choque, dormência e queimaduras nas mãos e pés pela perda da sensibilidade, além de falta de força e problemas nos olhos.
A hanseníase é uma doença infecciosa, causada por um bacilo que acomete a pele e os nervos. A forma de contágio ocorre pelas vias aéreas superiores (ao falar, tossir ou espirrar), por pessoas doentes que não estejam em tratamento.
Foi por acaso que a designer de interiores, Cristiane Valim descobriu que estava com hanseníase. Ao fazer um procedimento estético no rosto, o dermatologista desconfiou de uma mancha próxima ao olho. Cristiane ficou surpresa quando o médico pediu uma biópsia. Segundo ela, na hora levou um susto porque, até então, não tinha percebido nada de diferente.
“Senti vergonha quando o médico disse que era hanseníase. As pessoas ainda têm muito preconceito com essa doença, infelizmente. Também fiquei bem preocupada porque na minha família duas pessoas tiveram hanseníase e ficaram com sequelas”, conta.
Como Cristiane descobriu a doença no estágio inicial, o tratamento foi tranquilo e ela foi curada sem nenhuma sequela.
Quando não diagnosticada e tratada precocemente, a hanseníase evolui para incapacidade física, principal responsável pelo preconceito e discriminação às pessoas acometidas pela doença, que tem cura.
Os medicamentos são gratuitos e estão disponíveis na rede SUS. O tratamento varia de seis meses a um ano, dependendo da quantidade de bacilos e lesões.
Goiás
Em Goiás, a hanseníase apresenta redução gradativa do número de casos novos. Mesmo assim, nos últimos anos, são detectados cerca de 1.400 registros por ano. Em 2016, a estatística foi de 1.320 casos notificados. Em 2017, foram 1.342 casos novos e, em 2018, os dados parciais 1.321 notificações. Porém, os dados representam 20,4/100 mil habitantes no coeficiente de detecção, índice considerado alto segundo os parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Prevenção
Magna Carvalho, gerente de Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde de Goiás (SES-GO) explica que o diagnóstico precoce e o tratamento oportuno são as principais formas de prevenir as deficiências e incapacidades físicas causadas pela hanseníase.
Para a prevenção de incapacidades físicas destacam-se ações fundamentais como: educação em saúde, diagnóstico precoce, tratamento regular com a poliquimioterapia, vigilância dos contatos, detecção precoce e tratamento das reações e neurites, apoio emocional e psicológico, e ainda integração social e realização do autocuidado.
O atendimento aos portadores de hanseníase em Goiás tem como porta de entrada a atenção primária, a partir das Unidades Básicas de Saúde. Os casos com suspeita de recidiva, menores de 15 anos, reações de difícil controle e outras complicações deverão ser encaminhados às unidades de saúde de maior complexidade para confirmação diagnóstica.
Fonte: https://www.jornalopcao.com.br
 

 

sábado, 3 de fevereiro de 2018

CÂNCER


Os sintomas e formas de evitar os tipos de câncer mais comuns no Brasil


Instituto Nacional do Câncer informou que 1,2 milhão de novos casos devem aparecer no Brasil até 2019.

Brasil terá 1,2 milhão novos casos de câncer até 2019 (Foto: Karina Almeida/G1)
Pele
Há uma divisão para esse tipo de tumor: melanoma e não melanoma. Juntos, de acordo com o Inca, representam mais de um terço de todos os cânceres que surgem no Brasil.
O melanoma, entretanto, é o que tem menos incidência: representa 3% dos cânceres. Ele também é o mais agressivo.
O câncer de pele não melanoma é o tipo mais frequente no Brasil, mas apresenta altos percentuais de cura. Por isso, na maior parte do relatório apresentado pelo Inca, ele não foi destaque como o mais preocupante.
Quais são os sinais?
No caso no câncer de pele não melanoma, é importante ficar atento a feridas na pele sem cicatrização após um mês, variação de cor em pintas, manchas que coçam, ardem, descamam ou sangram.
Já os sintomas do melanoma podem surgir a partir de uma pele normal ou uma lesão pigmentada. Eles se manifestam após o aparecimento de uma pinta escura com bordas irregulares com coceira e descamação.
O que fazer para reduzir os riscos?Evitar a exposição ao sol entre as 10h e as 16h, usar protetor solar acima do fator 15, óculos escuros, chapéu e guarda-sol.
Protetor solar é artigo indispensável para prevenir o câncer de pele (Foto: Marcos Serra Lima/G1)
Quais são as chances de cura?
O câncer de pele não melanoma é curável na maioria dos casos. Já o melanoma de pele é mais fácil de curar se descoberto no início. Após metástase (quando se espalha para outros órgãos), é incurável na maioria dos casos.
Cavidade Oral
Categoria que inclui os tumores malignos no lábio, boca, glândulas salivares e orofaringe. Quase 15 mil novos casos devem ocorrer nos próximos dois anos no Brasil. A maior parte deles, 11,2 mil, irá atingir os homens.
Quais são os sinais?
Deve-se observar e procurar um médico quando surgirem lesões que não cicatrizam na região por mais de 15 dias; aparecimento de manchas/placas vermelhas ou brancas; detecção de nódulos no pescoço; rouquidão permanente.
O que fazer para reduzir os riscos?
É um câncer causado por muitos fatores. Entre os mais conhecidos são o cigarro e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas.
Quais são as chances de cura?
São 2,1 mortes para cada 100 mil habitantes no país, e as chances de sobrevida variam muito de acordo com o tipo e o quão avançada está a doença (veja tabela do Inca).
Pulmão
Mais de 31 mil pessoas terão esse tipo de câncer até 2019. Na maioria das populações, a doença está relacionada com o cigarro em 85% das vezes.
Quais são os sinais?
Os sintomas mais comuns são tosse e sangramento das vias respiratórias. A ocorrência repetitiva de pneumonia também pode ser um sinal.
O que fazer para reduzir os riscos?
O tabagismo é a principal causa do câncer de pulmão. Por isso, não fume.
Cigarro é a principal causa do câncer de pulmão (Foto: Pixabay)
Quais são as chances de cura?
Alta. É um dos tipos mais agressivos, com sobrevida de cinco anos de 10% a 15% dos afetados na maioria das populações pelo mundo.
Estômago
Serão mais de 21 mil casos do câncer de estômago até 2019, sendo que a maior parte deles irá atingir os homens – a taxa de incidência para eles é de 13,11 casos para cada 100 mil homens, contra 7,23 casos para cada 100 mil mulheres.
Quais são os sinais?
De acordo com o Inca, não há sintomas específicos. Perda de peso e apetite, fadiga, sensação de estômago cheio, vômitos, náuseas e desconforto abdominal podem ocorrer. A infecção pela bactéria Helicobacter Pylori, também associada a úlceras, é uma causa fortemente ligada a esse tipo de câncer.
O que fazer para reduzir os riscos?
Seguir uma dieta balanceada, com vegetais, frutas e alimentos ricos em fibras. As vitaminas C e A agem como protetores contra o câncer de estômago. Além disso, não fumar e beber álcool em excesso. Evitar alimentos processados e com muito sódio.
Dieta rica em frutas e legumas é aliada no combate ao câncer (Foto: Rede Globo)
Quais são as chances de cura?
Depende da região e da gravidade do tumor. Nos Estados Unidos, por exemplo, a taxa de mortalidade é a mais baixa: 2,8 para cada 100 mil para o sexo masculino, enquanto 1,5 em cada 100 mil mulheres acabam morrendo. A previsão é que as taxas gerais caiam anualmente em todo o mundo. Atualmente, segundo o Inca, o índice de sobrevida de 5 anos para quem tem esse tipo de câncer gira ao redor de 30%.
Próstata
Até 2019, mais de 136 mil novos casos deverão ocorrer no Brasil – são 66,12 para cada 100 mil homens no Brasil. É o mais incidente entre pessoas do sexo masculino em todas as regiões do país, depois do câncer de pele não melanoma.
Quais são os sinais?
O Inca informa que, no estado inicial, o câncer de próstata tem uma evolução silenciosa. Muitas vezes os pacientes não apresentam sintomas. Mais pra frente a doença pode causar dor óssea, problemas urinários, insuficiência renal e até uma infecção generalizada.
O que fazer para reduzir os riscos?
Passou dos 50 anos e é homem? É preciso fazer os exames para detectar a doença, se tiver. E isso é ainda mais importante se algum outro familiar já teve o câncer de próstata.
Quais são as chances de cura?
A taxa de mortalidade global, segundo documento do Inca, é de 7,8 para cada 100 mil casos. Este câncer representa 6,6% das mortes masculinas no mundo. A probabilidade de sobrevida em cinco anos é de 80%, mas pode variar acordo com o diagnóstico, fatores genéticos, socioeconômicos e ambientais.
Cólon e reto
Até 2019, serão mais de 36 mil casos desse câncer no Brasil. No mundo, ele incide mais entre os homens, com 20,6 registros para cada 100 mil, contra 14,3 para cada 100 mil mulheres. Tem taxas mais elevadas em países desenvolvidos – 55% dos novos casos ocorrem neles, mas 53% das mortes ocorrem nos países mais pobres.
Quais são os sinais?
O câncer de cólon e reto geralmente não apresenta sintomas no estágio inicial, de acordo com a Sociedade Brasileira de Coloproctologia. Por isso, é importante fazer exames periodicamente após os 50 anos.
O que fazer para reduzir os riscos?
É uma doença multifatorial, influenciada por fatores genéticos, ambientais e relacionados ao estilo de vida. Com isso, a melhor forma de evitar é: reduzir o consumo de bebidas alcoólicas, consumir frutas e vegetais, reduzir o consumo de carne vermelha e alimentos processados, parar ou nunca fumar, e fazer atividade física.
Quais são as chances de cura?
As taxas de incidência e mortalidade variam muito de acordo com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de cada país. São mais altas em países que passaram rápida transição econômica, como o Brasil; há, também, uma alta incidência com redução da mortalidade em países com alto IDH, como Canadá e Reino Unido. Apenas em países com IDH muito elevado, como Estados Unidos e Japão, as taxas de incidência e mortalidade são baixas.
Glândula Tireoide
Quase 10 mil casos ocorrerão no Brasil nos próximos dois anos. As mulheres serão as mais afetadas, representando 8 mil deles.
Quais são os sinais?
Caroço na região do pescoço, nódulos aumentados e rouquidão.
O que fazer para reduzir os riscos?
É causado, muitas vezes, pela exposição à radiação, como o tratamento com radioterapia. Não há evidências estabelecidas sobre como prevenir este tipo de tumor.
Quais são as chances de cura?
De acordo com a Fundação do Câncer, há 95% de chance de cura com diagnóstico precoce e atendimento médico.
Exames de mamografia devem ser feitos regularmente após os 35 anos (Foto: Divulgação/Sesacre)
Mama
Câncer com maior incidência entre as mulheres. Até 2019 deverão ocorrer mais de 119 mil casos. O risco estimado é de 56,33 casos para cada 100 mil.
Quais são os sinais?
De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia, os principais sintomas são: caroço nos seios, alergia e/ou mudança na pele ao redor nos mamilos, pele retraída, inchaço e sensação de calor, saída de secreção pelo bico do seio.
O que fazer para reduzir os riscos?
Todas as mulheres acima de 35 anos precisam fazer mamografia todos os anos. Todas, independente da idade, podem fazer autoexame – pressionar a mama para encontrar caroços, inspecionar com cuidado mudanças no bico do seio e na pele e ter atenção às secreções mamilares anormais.
Quais são as chances de cura?
A letalidade é baixa, já que nem um terço das pessoas que o desenvolvem morrem devido à doença. Ainda assim, como tem alta incidência, acaba tendo maior taxa de mortalidade do que qualquer outro câncer.
Cólo do útero
Mais de 16 mil mulheres brasileiras terão esse tipo de câncer nos próximos dois anos.
Quais são os sinais?
O desenvolvimento da doença é lento e pode não ter sintomas inicialmente. Pode evoluir para sangramento vaginal intermitente ou durante a relação sexual, secreção anormal e dor abdominal.
Vacina contra o HPV está disponível no Sistema Único de Saúde (Foto: Zaqueu Proença/Prefeitura de Sorocaba)
O que fazer para reduzir os riscos?
Vacinar-se contra o HPV. A infecção pelo papilomavírus humano é a principal causa do câncer de cólo de útero. A vacina está no calendário do Ministério da Saúde, disponível para meninas e meninos. Saiba mais detalhes sobre idade e público-alvo.
Além disso, é fundamental ir ao ginecologista periodicamente e fazer o exame Papanicolau.
Quais são as chances de cura?
As taxas de incidência variam de região para região e de país para país, indo de 9,9/100 mil nas regiões mais desenvolvidas para 15,7/100 mil nas áreas menos desenvolvidas, segundo o Inca. Em relação às taxas de mortalidade, a variação vai de de 3,3/100 mil para 8,3/100 mil. Tem taxa de 4,72 mortes para cada 100 mil mulheres no Brasil, dados de 2012 do Inca e do Ministério da Saúde.
Fonte: https://g1.globo.com/bemestar/noticia 

terça-feira, 1 de novembro de 2016

NOVEMBRO AZUL - PRÓSTATA

Novembro Azul: câncer de próstata mata um homem a cada 40 minutos no Brasil

"Ou ainda não entendeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não pertenceis a vós mesmos?" I Cor. 6:19



Terminado o Outubro Rosa alertando as mulheres sobre os perigos do Câncer de Mama, inciamos agora o NOVEMBRO AZUL  com a Campanha para os homens, alertando acerca do Câncer de Próstata.

Há campanhas espalhadas por todas as partes do Brasil, buscando mostrar aos homens que, eles tem direito à saúde integral.

Neste ano as campanhas estarão  orientando os homens sobre o câncer de próstata, e, também, alertando sobre a importância de cuidar da saúde.

O Câncer de Próstata figura como o segundo tipo de câncer mais comum entre homens, com mais de 13 mil mortes anuais – uma a cada 40 minutos. Mais de 61 mil novos casos devem ser registrados no país em 2016, segundo o  INCA - Instituto Nacional do Câncer.

A proposta do INCA este ano é, com a campanha já consolidada no Brasil,  alertar sobre os cuidados com a saúde integral do homem, e mobilizar a população masculina, para que se torne protagonista de sua história e responsável por sua própria qualidade de vida, em diferentes fases da vida.

Estamos em 2016, e vejam a seguir os números oferecidos pela Sociedade Brasileira de Urologia para 2014:



Durante o mês de novembro, serão realizadas atividades de orientação sobre o câncer de próstata e a saúde do homem e ações para estimular a atividade física. Haverá distribuição de material informativo e prédios serão iluminados na cor azul, inclusive o Congresso Nacional, em Brasília.

Entre as atividades serão feitas reuniões com profissionais de saúde, parlamentares, governantes, representantes do Ministério da Saúde e população em geral para debater a prevenção e o combate ao câncer de próstata e outros tipos de câncer, como de pênis e testículo.

É necessário que vençamos o medo e o preconceito contra o exame de próstata, porque, geralmente, é bem simples, com alguns procedimentos na seguinte forma: Primeiramente o médico pede um exame de sangue e uma ultrassonografia da próstata, se ele ficar com alguma dúvida, ele pede uma ultrassonografia dos rins e da bexiga. Ele só encaminha para prosseguir fazendo outros exames, como o toque, se ficar evidente que já há a presença de um tumor em estado avançado, mas, mesmo assim, ainda não há o que temer, porque há dois tipos de tumores:
1. O tumor  benigno que pode ser tratado com medicamentos.
2. O tumor maligno que exige cirurgia imediata, principalmente se tiver sido diagnosticado em tempo oportuno para o procedimento.

Ouvimos sempre o provérbio popular "É melhor prevenir do que remediar". Este é o melhor caminho para evitar uma tremenda tragédia na vida pessoal e familiar.

Para o homem pobre, ter uma vida saudável, é bem melhor, do que ser dependente de um sistema tão falido como é o SUS. 

E para o homem privilegiado na vida financeira não adianta ter uma vida confortável materialmente falando, se não houver saúde para desfrutar de tudo.

Como diz o versículo bíblico no início dessa postagem, é nosso dever, cuidar do nosso corpo, porque ele pertence a Deus.

OUTUBRO ROSA, É MÊS DO CUIDADO MASCULINO COM A SAÚDE!

NOVEMBRO AZUL - PRÓSTATA

Novembro Azul: câncer de próstata mata um homem a cada 40 minutos no Brasil

"Ou ainda não entendeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não pertenceis a vós mesmos?" I Cor. 6:19


Terminado o Outubro Rosa alertando as mulheres sobre os perigos do Câncer de Mama, inciamos agora o NOVEMBRO AZUL que, com a Campanha para os homens, alertando acerca do Câncer de Próstata.
Há campanhas espalhadas por todas as partes do Brasil, buscando mostrar aos homens que, eles tem odireito à saúde integral.
Neste ano as campanhas estarão  orientando os homens sobre o câncer de próstata, e, também, alertando sobre a importância de cuidar da saúde.
O Câncer de Próstata figura como o segundo tipo de câncer mais comum entre homens, com mais de 13 mil mortes anuais – uma a cada 40 minutos. Mais de 61 mil novos casos devem ser registrados no país em 2016, segundo o Instituto Nacional do Câncer.
A proposta do instituto este ano é, com a campanha já consolidada no Brasil, passar a alertar sobre os cuidados com a saúde integral do homem, mobilizando a população masculina para que se torne protagonista de sua história e responsável por sua própria qualidade de vida, em diferentes fases da vida.
Estamos em 2016, e vejam a seguir os números oferecidos pela Sopciedade Brasileira de Urologia para 2014:



Durante o mês de novembro, serão realizadas atividades de orientação sobre o câncer de próstata e a saúde do homem e ações para estimular a atividade física. Haverá distribuição de material informativo e prédios serão iluminados na cor azul, inclusive o Congresso Nacional, em Brasília.

Entre as atividades serão feitas reuniões com profissionais de saúde, parlamentares, governantes, representantes do Ministério da Saúde e população em geral para debater a prevenção e o combate ao câncer de próstata e outros tipos de câncer, como de pênis e testículo.
É necessário que vençamos o medo e o preconceito contra o exame de próstata, porque, geralmente, é bem simples, com alguns procedimentos na seguinte forma: Primeiramente o médico pede um exame de sangue e uma ultrassonografia da próstata, se ele ficar com alguma dúvida, ele pede uma ultrassonografia dos rins e da bexiga. Ele só encaminha para prosseguir fazendo outros exames, como o toque, se ficar evidente que já há a presença de um tumor indicativo de um possível câncer.
Ouvimos sempre o provérbio popular "É melhor prevenir do que remediar". Este é o melhor caminho para evitar uma tremenda tragédia na vida pessoal e familiar.
Para o homem pobre ter uma vida saudável, é bem melhor, do que ser dependente de um sistema tão falido como é o SUS. 
E para o homem privilegiado na vida financeira não adianta ter uma vida confortável materialmente falando, se não houver saúde para desfrutar de tudo.
Como diz o versículo bíblico no início dessa postagem, é nosso dever, cuidar do nosso corpo, porque ele pertence a Deus.
OUTUBRO ROSA, É MÊS DO CUIDADO MASCULINO COM A SAÚDE!

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

CÂNCER DE MAMA

Sinal de câncer de mama é notado pela própria mulher em 66% das vezes

Dados são de pesquisa do Instituto Nacional de Câncer (Inca).
Em 2016, Brasil deve ter 57.960 novos casos, segundo estimativa.


Mamografia é essencial para detecção precoce (Foto: reprodução TV Globo)
Uma pesquisa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) divulgada nesta quinta-feira (6) aponta que, em 66,2% dos casos de câncer de mama, é a própria mulher quem detecta os primeiros sinais da doença.
O estudo foi feito pelo Núcleo de Pesquisa Epidemiológica da Divisão de Pesquisa Populacional do Inca, que entrevistou 405 mulheres que procuraram atendimento devido a câncer de mama pela primeira vez entre junho de 2013 e outubro de 2014 no Rio de Janeiro.
Os principais sinais notados por essas mulheres foram a presença de um caroço (citado por 89,6% das mulheres) dor na mama (20,9%), alterações na pele da mama (7,1%), alterações no mamilo (2,6%), saída de secreção do mamilo (5,6%) e alteração no formato da mama (3,7%).
Em 30,1% dos casos, a doença foi identificada por uma mamografia ou outro exame de imagem e, em 3,7% dos casos, um profissional de saúde detectou a suspeita.
O Inca e o Ministério da Saúde lançaram, nesta quinta-feira, uma campanha do Outubro Rosa, movimento de prevenção ao câncer de mama celebrado este mês, chamada "Câncer de mama: vamos falar sobre isso?". A ideia é divulgar a informação de que todas as mulheres de 50 a 69 anos façam a mamografia a cada dois anos.
Câncer mais comum entre mulheres
O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil. Segundo estimativa do Inca, o Brasil deve ter 57.960 novos casos de câncer de mama em 2016. O câncer de mama também pode atingir homens, mas apenas 1% dos casos da doença correspondem a eles.
Em 2013, último ano com dados disponíveis, 14.388 pessoas morreram de câncer de mama no Brasil, sendo 14.206 mulheres e 181 homens.

Diagnóstico
A realização anual da mamografia para mulheres a partir de 40 anos é importante para que o câncer seja diagnosticado precocemente.
O autoexame é muito importante para que a mulher conheça bem o seu corpo e perceba com facilidade qualquer alteração nas mamas e assim procure rapidamente um médico. Vale lembrar que o autoexame não substitui exames como mamografia, ultrassom, ressonância magnética e biopsia, que podem definir o tipo de câncer e a localização dele.
Tratamento
O câncer de mama tem pelo menos quatro tipos mais comuns e alguns outros mais raros. Por isso, o tratamento não deve ser padrão. Cada tipo de tumor tem um tratamento específico, prescrito pelo médico oncologista. Entre os tratamentos estão a quimioterapia e radioterapia, a terapia alvo e a imunoterapia.
Arte Bem estar Mamografia (Foto: Arte/G1)

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

SAÚDE

Câncer de mama: prevenção e detecção precoce são indispensáveis

  • Escrito por  MK Comunicação
  • Publicado em Saúde
Mesmo com todas as informações e tratamentos disponíveis, a doença ainda leva à morte mais de 14 mil mulheres todos os anos
O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a doença fica atrás, apenas, do câncer de pele não melanoma, respondendo por cerca de 25% dos casos novos de câncer a cada ano.
A incidência do câncer de mama antes dos 35 anos de idade é rara, mas aumenta progressivamente após esta idade, atingindo, na maioria dos casos, mulheres acima de 50 anos. Há vários tipos de câncer de mama, com diferentes evoluções e prognósticos. Em comum, todos eles têm mais chances de cura quando o diagnóstico é realizado precocemente.
Segundo o INCA, até o final de 2016 serão quase 58 mil casos novos no Brasil e pouco mais de 14 mil mortes decorrentes da doença.
Diagnóstico
Hoje em dia, há diversos métodos para o rastreamento do câncer de mama; a mamografia é o principal deles.
"Temos também o ultrassom como ferramenta importante para ajudar na detecção, principalmente em mulheres jovens e com mamas muito densas", revela a Dra. Leynalze Lins Ramos dos Santos, especialista em diagnóstico por imagem - ultrassonografia geral pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e mestre em Radiologia Clínica pela Universidade Federal de São Paulo.
A especialista explica que, com o passar da idade, o tecido glandular é substituído por gordura. A mamografia é indicada em pacientes com bastante gordura, enquanto nas mais jovens, com predominância de tecido glandular, o nódulo terá a mesma tonalidade do tecido glandular na mamografia, tornando-se mais difícil de visualizar.
"Nestas pacientes mais jovens, a visualização de um possível nódulo torna-se mais fácil na ultrassonografia, pois a glândula aparece branca e o nódulo preto. As microcalcificações, estágio precoce do câncer de de mama, podem ser identificadas na mamografia."
Assim, em muitos casos poderá ser solicitado que a paciente realize os dois exames, que acabam se complementando.
Segundo a Dra. Leynalze, outro exame que pode ser muito importante é a tomossíntese, especialmente em casos de mamas muito densas. O exame consegue realizar cortes nos locais onde há suspeita de nódulo, como se 'fatiasse o nódulo'.
"Um estudo realizado na Ásia, no ano passado, associou a mamografia digital à tomossíntese e ultrassonografia e comparou os resultados aos da ressonância magnética, atualmente utilizada para fazer um planejamento cirúrgico. A combinação destes três exames não apenas aumentou a sensibilidade para a detecção do câncer de mama precoce, mas também representou uma redução de custo, visto que a ressonância é um método de diagnóstico muito caro."
Hereditariedade e prevenção
O câncer hereditário de mama ou ovário responde por 5 a 10% de todos os casos, afirma o Dr. Thomaz Gollop, Professor Associado de Ginecologia da Faculdade de Medicina de Jundiaí. Por este motivo, é muito importante que se conheça a história destes casos familiais.
Para estes casos, já estão disponíveis no Brasil - e incluídos no Rol de Procedimentos obrigatórios dos planos de saúde desde 2013 - exames genéticos para detecção de câncer de mama e ovário hereditários.
"O estudo genético dos indivíduos em risco é indicado quando há risco genético definido em consulta de aconselhamento genético. Devem ser estudados pacientes acima de 18 anos."
Esta idade, explica o especialista, é estabelecida pois apenas maiores de idade devem entender como lidar com resultados que identifiquem eventuais genes que predisponham ao câncer herdado de mama/ovário.
"Na prática, entretanto, estes exames são realizados em pacientes acima de 35 anos, quando, na maioria dos casos, já se encerrou o período reprodutivo."
Quando confirmada a predisposição por meio dos exames, há que ser discutida a possibilidade de cirurgias preventivas ou tratamento quimioterápico.
Foi esta confirmação que levou a atriz Angelina Jolie, em 2013, a optar pela mastectomia, cirurgia para a retirada das mamas e, em 2015, também os ovários. A notícia gerou muita polêmica.
"Acredito que críticas surgiram por parte de pessoas desinformadas. O risco estabelecido para ela, em função da presença de mutação e da historia familial era alto e ela decidiu pela melhor forma de preservação de sua saúde", conclui o Dr. Thomaz.
A mamografia
Em geral, a indicação é realizar o primeiro exame de mamografia até os 40 anos de idade, e após isso, se não houver nenhuma suspeita, repetir anualmente. No caso de mulheres com histórico de câncer familiar, especialmente em parentes próximos, como mãe, avós ou tias, a mamografia deve ser realizada 10 anos antes da idade em que o familiar teve a doença, e repeti-lo também anualmente, ao longo de toda a vida, ou conforme a orientação de um especialista.
E para quem acha o exame desconfortável, dolorido, a Dra. Leynalze explica.
"Dói, mas é rápido. Quanto mais o profissional que estiver realizando o exame apertar o equipamento, menos sobreposição de tecidos glandulares haverá, melhorando a visualização. Além disso, quanto mais comprimida a mama estiver, menor quantidade de radiação será necessária."
Vale destacar que a mamografia, comparativamente com um raio-x, tem quantidade muito menor de radiação. Por este motivo, não oferece risco e pode realizada anualmente.
Evolução cirúrgica do tratamento
O americano William Halstead foi o primeiro médico cirurgião a padronizar o tratamento do câncer de mama, há mais de 100 anos. Na época, a primeira forma de se tratar a doença era por meio da retirada de toda a mama, incluindo glândula mamária, aréola, papila, gânglios axilares e também músculos peitorais. Este método era bastante agressivo, deixando a paciente com uma grande deformidade.
Com o decorrer dos anos, explica o Dr. Arnaldo Urbano Ruiz, titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e médico cirurgião oncológico dos hospitais São José e São Joaquim da Real e Benemérita Beneficência Portuguesa de São Paulo, percebeu-se que nem sempre era necessária tamanha mutilação.
"Nos anos 50, um cirurgião chamado David Patey aperfeiçoou a mastectomia de Halstead, passando a preservar o músculo peitoral maior, mas ainda retirando os gânglios embaixo do braço. Isso trouxe uma melhor qualidade de vida às pacientes."
A próxima grande inovação surgiu somente duas décadas mais tarde, quando o Dr. Umberto Veronesi, na Itália, inovou no tratamento cirúrgico do câncer de mama. O cirurgião comparou os resultados de pacientes submetidas à cirurgia tradicional da época a outras nas quais retirava-se apenas um pedaço da mama (chamada de quadrantectomia), associada à radioterapia.
"Com os resultados dos dois grupos semelhantes, o novo tratamento, chamado conservador, passou a ser realizado em mulheres que, até então, estavam fadadas à retirada de toda a mama."
Já nos anos 80, o grande destaque foi o desenvolvimento da reconstrução mamária, tanto na mastectomia quanto na quadrantectomia, ou seja, a paciente não ficava com a sequela de uma mama muito disforme em relação a outra, ou ainda sem a mama.
"Além dos efeitos estéticos, estas mulheres poderiam desencadear problemas físicos, pois conforme o tamanho da mama perdida, o eixo do corpo era desviado, acarretando problemas na coluna."
O próximo grande avanço foi a pesquisa do linfonodo sentinela, encabeçada pelo Dr. Armando Giuliano, nos Estados Unidos, e pelo Dr. Veronesi, na Itália. Ao perceber que grande parte dos linfonodos provenientes do esvaziamento axilar eram negativos, ou seja, poucas pacientes tinham linfonodos acometidos, foi desenvolvido o conceito de linfonodo sentinela, que é o primeiro linfonodo a receber células malignas oriundas de um câncer através da circulação linfática.
"As condições do linfonodo sentinela indicam o estado dos demais linfonodos da região afetada. Assim, hoje, a pesquisa do linfonodo sentinela entrou no arsenal terapêutico e nos permite oferecer à paciente com câncer de mama uma cirurgia conservadora, preservando-se muitas vezes o complexo aréolo papilar, um quadrante ou mesmo uma mastectomia com reconstrução imediata, conforme cada caso."
Fonte: http://www.segs.com.br/saude


SAÚDE

Câncer de mama: prevenção e detecção precoce são indispensáveis

  • Escrito por  MK Comunicação
  • Publicado em Saúde
Mesmo com todas as informações e tratamentos disponíveis, a doença ainda leva à morte mais de 14 mil mulheres todos os anos
O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a doença fica atrás, apenas, do câncer de pele não melanoma, respondendo por cerca de 25% dos casos novos de câncer a cada ano.
A incidência do câncer de mama antes dos 35 anos de idade é rara, mas aumenta progressivamente após esta idade, atingindo, na maioria dos casos, mulheres acima de 50 anos. Há vários tipos de câncer de mama, com diferentes evoluções e prognósticos. Em comum, todos eles têm mais chances de cura quando o diagnóstico é realizado precocemente.
Segundo o INCA, até o final de 2016 serão quase 58 mil casos novos no Brasil e pouco mais de 14 mil mortes decorrentes da doença.
Diagnóstico
Hoje em dia, há diversos métodos para o rastreamento do câncer de mama; a mamografia é o principal deles.
"Temos também o ultrassom como ferramenta importante para ajudar na detecção, principalmente em mulheres jovens e com mamas muito densas", revela a Dra. Leynalze Lins Ramos dos Santos, especialista em diagnóstico por imagem - ultrassonografia geral pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e mestre em Radiologia Clínica pela Universidade Federal de São Paulo.
A especialista explica que, com o passar da idade, o tecido glandular é substituído por gordura. A mamografia é indicada em pacientes com bastante gordura, enquanto nas mais jovens, com predominância de tecido glandular, o nódulo terá a mesma tonalidade do tecido glandular na mamografia, tornando-se mais difícil de visualizar.
"Nestas pacientes mais jovens, a visualização de um possível nódulo torna-se mais fácil na ultrassonografia, pois a glândula aparece branca e o nódulo preto. As microcalcificações, estágio precoce do câncer de de mama, podem ser identificadas na mamografia."
Assim, em muitos casos poderá ser solicitado que a paciente realize os dois exames, que acabam se complementando.
Segundo a Dra. Leynalze, outro exame que pode ser muito importante é a tomossíntese, especialmente em casos de mamas muito densas. O exame consegue realizar cortes nos locais onde há suspeita de nódulo, como se 'fatiasse o nódulo'.
"Um estudo realizado na Ásia, no ano passado, associou a mamografia digital à tomossíntese e ultrassonografia e comparou os resultados aos da ressonância magnética, atualmente utilizada para fazer um planejamento cirúrgico. A combinação destes três exames não apenas aumentou a sensibilidade para a detecção do câncer de mama precoce, mas também representou uma redução de custo, visto que a ressonância é um método de diagnóstico muito caro."
Hereditariedade e prevenção
O câncer hereditário de mama ou ovário responde por 5 a 10% de todos os casos, afirma o Dr. Thomaz Gollop, Professor Associado de Ginecologia da Faculdade de Medicina de Jundiaí. Por este motivo, é muito importante que se conheça a história destes casos familiais.
Para estes casos, já estão disponíveis no Brasil - e incluídos no Rol de Procedimentos obrigatórios dos planos de saúde desde 2013 - exames genéticos para detecção de câncer de mama e ovário hereditários.
"O estudo genético dos indivíduos em risco é indicado quando há risco genético definido em consulta de aconselhamento genético. Devem ser estudados pacientes acima de 18 anos."
Esta idade, explica o especialista, é estabelecida pois apenas maiores de idade devem entender como lidar com resultados que identifiquem eventuais genes que predisponham ao câncer herdado de mama/ovário.
"Na prática, entretanto, estes exames são realizados em pacientes acima de 35 anos, quando, na maioria dos casos, já se encerrou o período reprodutivo."
Quando confirmada a predisposição por meio dos exames, há que ser discutida a possibilidade de cirurgias preventivas ou tratamento quimioterápico.
Foi esta confirmação que levou a atriz Angelina Jolie, em 2013, a optar pela mastectomia, cirurgia para a retirada das mamas e, em 2015, também os ovários. A notícia gerou muita polêmica.
"Acredito que críticas surgiram por parte de pessoas desinformadas. O risco estabelecido para ela, em função da presença de mutação e da historia familial era alto e ela decidiu pela melhor forma de preservação de sua saúde", conclui o Dr. Thomaz.
A mamografia
Em geral, a indicação é realizar o primeiro exame de mamografia até os 40 anos de idade, e após isso, se não houver nenhuma suspeita, repetir anualmente. No caso de mulheres com histórico de câncer familiar, especialmente em parentes próximos, como mãe, avós ou tias, a mamografia deve ser realizada 10 anos antes da idade em que o familiar teve a doença, e repeti-lo também anualmente, ao longo de toda a vida, ou conforme a orientação de um especialista.
E para quem acha o exame desconfortável, dolorido, a Dra. Leynalze explica.
"Dói, mas é rápido. Quanto mais o profissional que estiver realizando o exame apertar o equipamento, menos sobreposição de tecidos glandulares haverá, melhorando a visualização. Além disso, quanto mais comprimida a mama estiver, menor quantidade de radiação será necessária."
Vale destacar que a mamografia, comparativamente com um raio-x, tem quantidade muito menor de radiação. Por este motivo, não oferece risco e pode realizada anualmente.
Evolução cirúrgica do tratamento
O americano William Halstead foi o primeiro médico cirurgião a padronizar o tratamento do câncer de mama, há mais de 100 anos. Na época, a primeira forma de se tratar a doença era por meio da retirada de toda a mama, incluindo glândula mamária, aréola, papila, gânglios axilares e também músculos peitorais. Este método era bastante agressivo, deixando a paciente com uma grande deformidade.
Com o decorrer dos anos, explica o Dr. Arnaldo Urbano Ruiz, titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e médico cirurgião oncológico dos hospitais São José e São Joaquim da Real e Benemérita Beneficência Portuguesa de São Paulo, percebeu-se que nem sempre era necessária tamanha mutilação.
"Nos anos 50, um cirurgião chamado David Patey aperfeiçoou a mastectomia de Halstead, passando a preservar o músculo peitoral maior, mas ainda retirando os gânglios embaixo do braço. Isso trouxe uma melhor qualidade de vida às pacientes."
A próxima grande inovação surgiu somente duas décadas mais tarde, quando o Dr. Umberto Veronesi, na Itália, inovou no tratamento cirúrgico do câncer de mama. O cirurgião comparou os resultados de pacientes submetidas à cirurgia tradicional da época a outras nas quais retirava-se apenas um pedaço da mama (chamada de quadrantectomia), associada à radioterapia.
"Com os resultados dos dois grupos semelhantes, o novo tratamento, chamado conservador, passou a ser realizado em mulheres que, até então, estavam fadadas à retirada de toda a mama."
Já nos anos 80, o grande destaque foi o desenvolvimento da reconstrução mamária, tanto na mastectomia quanto na quadrantectomia, ou seja, a paciente não ficava com a sequela de uma mama muito disforme em relação a outra, ou ainda sem a mama.
"Além dos efeitos estéticos, estas mulheres poderiam desencadear problemas físicos, pois conforme o tamanho da mama perdida, o eixo do corpo era desviado, acarretando problemas na coluna."
O próximo grande avanço foi a pesquisa do linfonodo sentinela, encabeçada pelo Dr. Armando Giuliano, nos Estados Unidos, e pelo Dr. Veronesi, na Itália. Ao perceber que grande parte dos linfonodos provenientes do esvaziamento axilar eram negativos, ou seja, poucas pacientes tinham linfonodos acometidos, foi desenvolvido o conceito de linfonodo sentinela, que é o primeiro linfonodo a receber células malignas oriundas de um câncer através da circulação linfática.
"As condições do linfonodo sentinela indicam o estado dos demais linfonodos da região afetada. Assim, hoje, a pesquisa do linfonodo sentinela entrou no arsenal terapêutico e nos permite oferecer à paciente com câncer de mama uma cirurgia conservadora, preservando-se muitas vezes o complexo aréolo papilar, um quadrante ou mesmo uma mastectomia com reconstrução imediata, conforme cada caso."
Fonte: http://www.segs.com.br/saude