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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

SAÚDE: LÚPOS

Fevereiro roxo: entenda o lúpus, doença que afeta Selena Gomez 


Doença autoimune causa inflamações na pele, articulações e órgãos; apesar de não ter cura, o lúpus pode ser tratado e paciente pode ter vida normal



  • Giovanna Borielo, do R7*


Selena Gomez fez um transplante de rim em 2017 devido ao lúpos.

O lúpus é uma doença reumática crônica e autoimune, comumente identificada em mulheres na idade fértil, entre 15 e 35 anos. Uma dessas mulheres afetadas é a atriz e cantora norte-americana Selena Gomez que, em 2017, passou por um transplante em decorrência de uma complicação do lúpus, e fala abertamente sobre sua doença.
De acordo com o reumatologista Luís Carlos Latorre, membro da Comissão de Lúpus da SBR (Sociedade Brasileira de Reumatologia), a doença se caracteriza pela produção de anticorpos que atacam o próprio organismo — os auto-anticorpos.
O mês de fevereiro é marcado pela campanha Fevereiro Roxo, visando a atenção à fibromialgia, lúpus e Alzheimer, doenças sem cura. Entretanto, mesmo que o lúpus não tenha cura, a doença pode ser bem controlada e o paciente pode ter uma vida normal.
De início, os sintomas podem ser confundidos com outros problemas, já que se apresentam pela indisposição, febre, perda de peso e de apetite. O diagnóstico do quadro é feito por meio da análise clínica dos sintomas, somados aos resultados de exames de sangue, entre eles, o exame de fator antinúcleo (FAN), que detecta a presença dos auto-anticorpos.
Segundo Latorre, o ataque desses anticorpos causa processos inflamatórios, podendo acometer pele, articulações, e alguns órgãos, como os rins, que são afetados de 40% a 50% dos casos, e o coração. O acometimento dependerá do tipo de lúpus, que pode ser cutâneo, afetando a pele, ou erimatoso, afetando órgãos e articulações.Quando as inflamações não são controladas, esse acometimento dos órgãos pode resultar em problemas de seu funcionamento. 
O lúpus pode ser tratado com o auxílio de um médico reumatologista, que receitará medicamentos corticóides para reduzir as inflamações, e imunossupressores, para que os anticorpos parem de atacar os órgãos saudáveis e a pele. A dosagem dos medicamentos pode diminuir conforme a evolução do tratamento e a remissão da doença.
O tratamento de lúpus também é oferecido gratuitamente por meio do SUS (Sistema único de Saúde).
Latorre afirma que o paciente portador de lúpus deve ter alguns cuidados para que não haja a reativação da doença, usando sempre protetor solar com fator de proteção acima de 30, evitar exposição ao sol, evitar o uso de anticoncepcionais com estrógeno e ter uma dieta controlada para evitar o aumento de colesterol.
Fonte: https://noticias.r7.com/saude

sábado, 9 de fevereiro de 2019

O Alzheimer

Atividades físicas e sociais protegem cérebro de danos do Alzheimer

Estímulos promovem mudanças que protegem o cérebro de lesões que causam a perda de memória e de funções cognitivas

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  • Praticar atividades ajuda a proteger o cérebro de lesões para o Alzheimer

    Praticar atividades ajuda a proteger o cérebro de lesões para o Alzheimer

    Pixabay



    Atividades físicas, sociais e de lazer praticadas por idosos e pacientes com doença de Alzheimer podem ajudar a preservar funções cognitivas e a retardar a perda da memória, mostra novo estudo desenvolvido na Universidade de São Paulo (USP) e na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Os estímulos promovem mudanças morfológicas e funcionais no cérebro, que protegem o órgão de lesões que causam as perdas cognitivas.

    A descoberta foi feita por meio de um experimento com camudongos transgênicos, os quais foram alterados geneticamente para ter uma super expressão das placas senis no cérebro. Essas placas são uma das características da doença de Alzheimer. Os animais foram separados em três grupos: os transgênicos que receberiam estímulos, os transgênicos que não receberiam e os animais-controle que não têm a doença.


    “Quando eles estavam um pouquinho mais velhos, por volta de 8 a 10 meses, colocamos parte desses animais em um ambiente enriquecido, que é uma caixa com vários brinquedos, e fomos trocando os brinquedos a cada dois dias”, explicou Tânia Viel, professora da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP e coordenadora do projeto.

    O experimento durou quatro meses e, após esse período, eles foram submetidos à avaliação de atividade motora, por meio de sensores, e de memória espacial, com um teste chamado labirinto de Barnes. Os resultados mostram que os camudongos transgênicos que foram estimulados com os brinquedos tiveram uma redução de 24,5% no tempo para cumprir o teste do labirinto, na comparação com os animais que não estiveram no ambiente enriquecido.


    Também foram analisados os cérebros dos camundongos. Ao verificar as amostras do tecido cerebral, os pesquisadores constataram que os animais transgênicos que passaram pelos estímulos apresentaram uma redução de 69,2% na densidade total de placas senis, em comparação com os que não foram estimulados.

    Além da diminuição das placas senis, eles tiveram aumento de uma proteína que ajuda a limpar essa placa. Trata-se do receptor SR-B1, que se expressa na célula micróglia. O receptor faz com que essa célula se ligue às placas e ajude a removê-las. “Os animais-controle, sem a doença, tinham essa proteína que ajuda a limpar a placa, inclusive todo mundo produz essa proteína. Os animais com Alzheimer tiveram uma redução bem grande dessa proteína e os animais do ambiente enriquecido [que tiveram estímulos] estavam parecidos com os animais-controle”, explicou Viel.


    A pesquisadora diz que o trabalho comprova hipóteses anteriores e que agora o grupo trabalha para ampliar a verificação em cães e seres humanos. Para isso, será necessário, inicialmente, descobrir marcadores no sangue que apontem a relação com a doença de Alzheimer.

    “Em ratos, a gente analisa o cérebro e o sangue para ver se esses biomarcadores estão tanto no cérebro quanto no sangue. Quando a pessoa perde a memória, há algumas proteínas que aumentam no cérebro e outras que diminuem. Nos cães e nos seres humanos, a gente está vendo só no sangue”, justificou. Com a descoberta desses marcadores no sangue, será possível fazer experimentos similares ao do camundongo, com testes motores e de memória, para confirmar ou descartar as alterações em cães e seres humanos após os estímulos.


    Para Tânia Viel, como não se sabe qual ser humano desenvolverá a doença, quanto mais aumentar a estimulação na vida dele, melhor vai ser para a proteção do cérebro. “É mudar a própria rotina. Muita gente fala que não teve tempo para fazer outras coisas, mas se a pessoa tiver condições e puder passear no quarteirão, já começa por aí, fazer uma atividade física e uma atividade lúdica, passear com cachorro, com filho, curso de idiomas, de dança. Isso ajuda a preservar o cérebro”, sugere.

    O estudo foi publicado na revista Frontiers in Aging Neuroscience e recebeu apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.


  • O Alzheimer é uma doença degenerativa do sistema nervoso que leva a alterações progressivas da memória, do comportamento e da funcionalidade. Está relacionada ao envelhecimento, embora também esteja associada a fatores de risco como hipertensão, diabetes, colesterol elevado, sedentarismo, obesidade, baixa escolaridade e até mesmo isolamento social e sintomas depressivos, segundo o neurologista Rodrigo SchultzFoto: Pixabay

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

SAÚDE: Hanseníase

Hanseníase: saiba quais são os sintomas e tratamentos da doença

Em Goiás foram registrados 1.342 casos em 2017
Foto: Divulgação
Este domingo, 27, foi instituído pela Organização Mundial da Saúde como o Dia Mundial de Luta Contra a Hanseníase. O tema deste ano são as incapacidades físicas causadas pela doença, que coloca o Brasil na segunda posição do mundo, entre os países que mais registram novos casos da enfermidade.
A médica dermatologista, Paula Azevedo Costa, explica que a doença, considerada a mais antiga da humanidade. não é hereditária e sua evolução depende de características do sistema imunológico da pessoa que foi infectada.

“Os principais sintomas são manchas na pele que podem ser únicas ou várias e de diferentes formas e tonalidades, sendo claras ou avermelhadas e essas manchas podem provocar também alterações de sensibilidade ao frio, calor e toque”, afirma.
Outros sintomas comuns são formigamento, sensação de choque, dormência e queimaduras nas mãos e pés pela perda da sensibilidade, além de falta de força e problemas nos olhos.
A hanseníase é uma doença infecciosa, causada por um bacilo que acomete a pele e os nervos. A forma de contágio ocorre pelas vias aéreas superiores (ao falar, tossir ou espirrar), por pessoas doentes que não estejam em tratamento.
Foi por acaso que a designer de interiores, Cristiane Valim descobriu que estava com hanseníase. Ao fazer um procedimento estético no rosto, o dermatologista desconfiou de uma mancha próxima ao olho. Cristiane ficou surpresa quando o médico pediu uma biópsia. Segundo ela, na hora levou um susto porque, até então, não tinha percebido nada de diferente.
“Senti vergonha quando o médico disse que era hanseníase. As pessoas ainda têm muito preconceito com essa doença, infelizmente. Também fiquei bem preocupada porque na minha família duas pessoas tiveram hanseníase e ficaram com sequelas”, conta.
Como Cristiane descobriu a doença no estágio inicial, o tratamento foi tranquilo e ela foi curada sem nenhuma sequela.
Quando não diagnosticada e tratada precocemente, a hanseníase evolui para incapacidade física, principal responsável pelo preconceito e discriminação às pessoas acometidas pela doença, que tem cura.
Os medicamentos são gratuitos e estão disponíveis na rede SUS. O tratamento varia de seis meses a um ano, dependendo da quantidade de bacilos e lesões.
Goiás
Em Goiás, a hanseníase apresenta redução gradativa do número de casos novos. Mesmo assim, nos últimos anos, são detectados cerca de 1.400 registros por ano. Em 2016, a estatística foi de 1.320 casos notificados. Em 2017, foram 1.342 casos novos e, em 2018, os dados parciais 1.321 notificações. Porém, os dados representam 20,4/100 mil habitantes no coeficiente de detecção, índice considerado alto segundo os parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Prevenção
Magna Carvalho, gerente de Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde de Goiás (SES-GO) explica que o diagnóstico precoce e o tratamento oportuno são as principais formas de prevenir as deficiências e incapacidades físicas causadas pela hanseníase.
Para a prevenção de incapacidades físicas destacam-se ações fundamentais como: educação em saúde, diagnóstico precoce, tratamento regular com a poliquimioterapia, vigilância dos contatos, detecção precoce e tratamento das reações e neurites, apoio emocional e psicológico, e ainda integração social e realização do autocuidado.
O atendimento aos portadores de hanseníase em Goiás tem como porta de entrada a atenção primária, a partir das Unidades Básicas de Saúde. Os casos com suspeita de recidiva, menores de 15 anos, reações de difícil controle e outras complicações deverão ser encaminhados às unidades de saúde de maior complexidade para confirmação diagnóstica.
Fonte: https://www.jornalopcao.com.br
 

 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Medo de não ser compreendida leva à demora da denúncia de abuso


Modo como mulher vai lidar com o trauma depende de sua capacidade de resiliência, que é formada pela qualidade das relações, segundo especialistas



Deborah Giannini, do R7

O medo de não ser compreendida leva à demora de denúncia de abuso, segundo os especialistas. E, não tomar uma atitude resolutiva, como fazer uma denúncia ou procurar ajuda de um psicólogo ou psiquiatra, pode acabar "perpetuando o abuso”, de acordo com o psiquiatra Luiz Cuschnir, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. 
“Tudo dependerá da segurança que ela sente de que esta atitude de se expor vai lhe trazer o benefício de vencer a vergonha”, explica.


A psiquiatra Carolina Hanna Chaim, do Hospital Sírio-Libanês, explica que a qualidade das relações, tanto com familiares quanto com os amigos, faz a diferença de como ela vai lidar com o trauma.

“Vai depender da estrutura psíquica da pessoa e do seu entorno, se ela se vê autorizada a falar sobre isso ou não”, diz.

Abuso aumenta risco de transtornos

No abuso sexual, assim como em outros tipos de trauma, a pessoa precisa encontrar estratégias saudáveis de enfrentamento, como a sublimação (transformar impulsos inferiores em elevados) e até o esporte.

“O álcool e as drogas são formas de enfrentamento consideradas adoecidas porque aumentam o risco de o problema se tornar crônico. É uma fuga que ainda pode levar à dependência”, afirma.

O abuso sexual pode ser fator de risco para o desenvolvimento de transtornos tanto por uso de álcool e drogas como depressão e transtorno de personalidade. “O transtorno de personalidade de borderline, por exemplo, em mulheres é significativamente associado a relatos de abuso sexual na idade mais jovem”, afirma.


Ela ressalta a importância da avaliação do quadro por um psicólogo ou psiquiatra, pois além de tratar o trauma, será possível prevenir sua piora. “Em saúde mental, se trabalha muito com prevenção. Uma mulher que começa a beber depois que sofreu um abuso, às vezes, nem percebe que está bebendo demais. Na negação, ela não consegue enxergar que está fazendo um padrão de uso do álcool de risco”, explica.


Os sintomas pós-traumáticos mais comuns são insônia, crise de pânico, viver em constante estado de alerta, tornar-se assustada com a vida e reviver as cenas dos traumas por meio de flasbacks, segundo a psiquiatra. “São situações muito desconfortáveis que medicações seguras, prescritas por um profissional e utilizadas por um período determinado, podem ter papel fundamental”, afirma.


Nem todas as mulheres que foram abusadas precisarão tomar medicamentos para enfrentar o problema. Pessoas com maior resiliência, capacidade de voltar ao estado natural depois de ter sido submetidas a um trauma, conseguem superar a questão somente com terapia. “Ter resiliência também está associado a ter um suporte social maior”, explica.

Vergonha, culpa, revolta

De acordo com a psiquiatra, o modo como a mulher vai lidar com os sentimentos gerados pelo trauma depende de sua dinâmica, que pode ser “externalizante” ou “internalizante”.

Ela explica que, na dinâmica externalizante, a pessoas tem uma atitude mais impulsiva, fica agressiva, pode buscar álcool ou drogas e outras compulsões, como compras e comida. “É um pensamento que extravasa”, diz.

Já na dinâmica internalizante, tende a ficar mais isolada e a não falar sobre o trauma, aumentando a chance de depressão, síndrome de pânico e fobia social.


“Para a cura, é importante ela saber se diferenciar do trauma. Ela é muito mais que esse trauma. O trauma é um elemento sobreposto a sua vida e ela não pode viver em função dele”, diz.

A recuperação total é possível. No tratamento, serão elaboradas as emoções relacionadas ao trauma. “O trauma existe na memória, mas se a pessoa estiver bem resolvida com aquilo, não vai ficar remoendo o tempo inteiro”, afirma. “O trauma deixa uma cicatriz e uma dor, quando vivenciado. No entanto, pode deixar de ser um pensamento recorrente, uma questão prioritária na mente”, completa.


Denúncia de abuso depende da segurança da mulher em vencer a vergonha

Pixabay
Depressão: os sintomas são desmotivação, tristeza sem motivo, desinteresse pela vida, alteração no apetite e sono, irritação e cansaço. A psiquiatra Carolina Hanna, do Hospital Sírio-Libanês, explica que a depressão tem mais de uma causa que envolve fatores comportamentais com o desequilíbrio de neurotransmissores, como a serotonina, que regula o humor, e a dopamina, responsável pela sensação de bem-estar. O diagnóstico é feito pelo psiquiatra e o tratamento engloba terapia e medicamentos, podendo ser utilizados de maneira conjunta ou não

*Estagiária do R7 sob supervisão de Deborah Giannini

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fonte: https://noticias.r7.com

sábado, 20 de outubro de 2018

Saúde


Risco de osteoporose após os 50 anos é similar ao de hipertensão
A Fundação Internacional da Osteoporose (IOF) divulgou nova pesquisa nesta sexta-feira (19) em virtude do Dia Mundial da Osteoporose, neste sábado (20)
Deborah Giannini, do R7













Cerca de 85% das mulheres com osteoporose não fazem 

tratamento


Pixabay



O risco de osteoporose após os 50 anos é de 44% a 54%, similar ao de hipertensão ou de colesterol alto. O dado foi divulgado nesta sexta-feira (19) pela Fundação Internacional da Osteoporose (IOF), em virtude do Dia Mundial da Osteoporose, celebrado neste sábado (20).
A pesquisa mostra ainda que a chance de uma fratura no fêmur, causada pela fragilidade dos ossos provocada pela osteoporose ao longo da vida, é semelhante ao risco de sofrer um AVC, sendo de 10% a 23% para fratura de fêmur e 20% para AVC em mulheres e de 6% a 14% para fratura de fêmur e 14% para AVC em homens.
As fraturais mais frequentes relacionadas à osteoporose são de vértebras, seguida pela de fêmur. Embora sejam uma das principais causas de dor e de incapacidade a longo prazo, cerca de 70% das fraturas de vértebras não recebem tratamento adequado.
Segundo o IOF, sinais de possíveis fraturas nas vértebras são dor súbita e severa nas costas, perda de mais de 3 cm de altura e costas curvadas.
O levantamento revelou ainda que cerca de 85% das mulheres acima de 50 anos com osteoporose não fazem tratamento. Isso reflete a pouca importância que tem sido dada à doença, aumentando os cuidados pós-fratura.
A entidade ressalta que a fratura por fragilidade dos ossos causada pela osteoporose é um obstáculo para o envelhecimento saudável, impactando a independência de 20 milhões de pessoas, sendo 16 milhões de mulheres e 4 milhões de homens.
Depois de uma primeira fratura por fragilidade dos ossos, uma pessoa se torna cinco vezes mais propensa a ter um segundo trauma nos próximos dois anos. O estudo ressalta que, não basta tratar uma fratura subsequente, são necessárias medidas de prevenção.
A perda da mobilidade e da independência, a longo prazo, causa impactos não apenas físicos, mais emocionais e financeiros, destaca a pesquisa.
O IOF afirma que a doença pode ser prevenida, mas é negligenciada pelas pessoas e pelos governos, frisando que na União Europeia esse prejuízo é de quase 20 milhões de euros.
A osteoporose, que significa “osso poroso”, se caracteriza pela diminuição progressiva da densidade óssea, levando a um maior isco de fraturas. A perda óssea é silenciosa e progressiva, sendo geralmente descoberta quando ocorre a primeira fratura por fragilidade óssea por um evento de baixo trauma – que pode ser até um espirro.
Um em cada cinco homens e uma em cada três mulheres com mais de 50 anos terá a doença, segundo o órgão. A doença atinge especialmente as mulheres após a menopausa devido à queda na produção do estrógeno.
A pesquisa mostra que na União Europeia, a Itália é país com a maior incidência da doença, com 23% das mulheres e 7% dos homens acometidos por ela.
A independência reduzida é um dos fatores mais angustiantes para pacientes com osteoporose, segundo o estudo. A deficiência associada a fraturas de fêmur pode ser grave.
Um ano após a fratura de fêmur, 40% dos pacientes ainda não conseguem caminhar de forma independente e 80% têm restrição a outras atividades, como dirigir e ir ao supermercado.
Fonte: https://noticias.r7.com 


sábado, 15 de setembro de 2018

SAÚDE

Câncer: 1 a cada 5 homens e 1 a cada 6 mulheres terão a doença

Estimativas mostram um aumento do número de casos e mortes por tumores a cada ano. Veja os tipos da doença que mais preocupam e como frear esse avanço

O número de mortes e de novos casos de câncer está crescendo - e preocupando (Ilustração: Lucas Kazakevicius/SAÚDE é Vital)
Só em 2018, 18,1 milhões de casos de câncer serão diagnosticados, enquanto 9,6 milhões de pessoas morrerão por causa dele. Ao longo da vida, um a cada cinco homens e uma a cada seis mulheres sofrerão com a doença. Esse é o cenário apontado pelo Globocan 2018, um estudo da Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer (Iarc, na sigla em inglês).
Na última vez que esse levantamento havia sido realizado – em 2012 –, foram contabilizados 14,1 milhões de novos casos e 8,2 milhões de falecimentos. Trata-se, portanto, de um aumento de 28% na quantidade de diagnósticos e de 17% na de óbitos.
Pior: se medidas efetivas para o controle do problema não forem tomadas ou ao menos reforçadas, a Iarc prevê uma explosão de 63% no número de episódios e de 70% no de mortes por ano até 2040.
Claro que o crescimento e o envelhecimento populacional têm um papel central nesses dados. Mas, em nota, a entidade responsável pelo estudo destaca: “Esse aumento é motivado por vários fatores, incluindo […] a prevalência de causas do câncer associadas a aspectos sociais e econômicos”.
Em outras palavras, a prevenção de infecções por trás de diferentes tumores – como o HPV e a hepatite – e de um estilo de vida desequilibrado pode fazer a diferença. Obesidadetabagismo, sedentarismo e uma alimentação pobre em vegetais já foram ligados ao surgimento do câncer.
“Novas medidas precisarão ser tomadas para orientar a população sobre hábitos saudáveis. Essa estratégia precisa estar aliada a campanhas de vacinação contra HPV e hepatite B, por exemplo”, analisa o oncologista Fernando Maluf, fundador do Instituto Vencer o Câncer, em um comunicado à imprensa. Se não conversou com um profissional sobre esses assuntos, está aí uma ótima oportunidade.
“Também temos de oferecer acesso a exames de rastreamento, como Papanicolau, mamografia e ultrassonografia para mama, colonoscopia para avaliação do intestino e toque retal e PSA para câncer de próstata”, ressalta Maluf. “Todas essas medidas ajudam a diminuir o número de casos avançados e, claramente, a reduzir a mortalidade de modo global”, conclui.

Os tipos de tumores mais comuns. E os que mais matam

Os cânceres de pulmão e de mama (esse último, só nas mulheres) são os mais prevalentes no mundo. Cada um acomete cerca de 2,1 milhões de pessoas por ano. Os tumores colorretais, com 1,8 milhão de casos, vem logo atrás, seguidos pelos de próstata (1,3 milhão) e de estômago (1 milhão).
Mas o ranking muda um pouco quando o assunto vai para a quantidade de mortes:
1) Câncer de pulmão: 1,8 milhão
2) Câncer colorretal: 881 mil
3) Câncer de estômago: 783 mil
4) Câncer de fígado: 782 mil
5) Câncer de mama em mulheres: 627 mil
Isso se dá ao fato de que certos tumores podem ser mais recorrentes e, por outro lado, menos agressivos em comparação com outros. É, por exemplo, o caso do câncer de mama.

Status socioeconômico e câncer

Veja que curioso: a incidência de novos casos em países desenvolvidos é de duas a três vezes maior, em comparação com nações pobres ou em desenvolvimento. Isso ressalta como chegar a uma idade avançada, privilégio mais comum em regiões ricas, é um fator de risco importantíssimo para tumores.
Por outro lado, a diferença no número de mortes cai significativamente entre países do Primeiro e do Terceiro Mundo. Ou seja, quando o câncer aparece em uma área sem tanta estrutura, ele pode ser reconhecido tardiamente ou não possuir tratamentos de última geração disponíveis. E isso, claro, torna a doença mais letal.
Fonte: https://saude.abril.com.br

domingo, 26 de agosto de 2018

Saúde

Hábito
Um copo de vinho por dia também faz mal à saúde, aponta estudo
por Radio France Internationale — publicado 26/08/2018 02h00, última modificação 24/08/2018 11h40
A revista The Lancet, que publicou a pesquisa, lidera a campanha “álcool zero"









O consumo de álcool cotidiano, mesmo que seja apenas um copo de vinho ou cerveja, é um risco para a saúde, de acordo com um estudo publicado nesta sexta-feira 24 pela revista The Lancet. O álcool mata cerca de 3 milhões de indivíduos por ano no mundo, isto é, um a cada três consumidores de bebidas alcoólicas.
No total, 2,2% de mulheres e 6,8% de homens morrem por causa de complicações ligadas ao consumo do álcool anualmente – a pesquisa da revista The Lancet, inclusive, propõe a campanha do “zero álcool”. Em 2016, o produto foi o sétimo fator de risco de morte prematura e invalidez no mundo e a principal causa de falecimento entre consumidores de 15 e 49 anos, provocando acidentes nas rodovias, suicídios, tuberculose, entre outros efeitos.
O hábito de beber um copo por dia durante o ano não para de aumentar entre os consumidores com mais de 15 anos, que passam a integrar as estatísticas de indivíduos com risco de desenvolverem um dos 23 problemas ligados ao álcool, como um câncer, doenças cardiovasculares, AVC ou cirrose.
Pesquisa descarta teoria de que vinho seria benéfico para a saúde
A pesquisa da revista The Lancet contradiz, sobretudo, teses recentes de que beber um ou dois copos por dia seria bom para a saúde, reforçadas pelo presidente francês Emmanuel Macron.
“Eu bebo vinho à tarde e à noite. Os jovens se embriagam num ritmo acelerado com bebidas fortes ou com a cerveja, mas isso não vale para o vinho”, disse no Salão da Agricultura. “O vinho faz parte de nossa cultura, de nossa tradição, de nossa identidade nacional. Ele não é nosso inimigo.”
Para o chefe de Estado, portanto, tudo não passa de uma questão de nível de consumo. Mas Emmanuela Gakidou, pesquisadora da Universidade de Washignton e co-autora do estudo, afirma que “a ideia de que um ou dois copos fazem bem não passa de um mito” e ressalta que somente a taxa de “zero álcool” reduziria o risco global das doenças.
Beber um copo por dia aumenta a taxa de mortalidade no mundo em 100 mil vítimas anualmente, de acordo com Gakidou. Em média, os homens da Romênia, de Portugal e de Luxemburgo são os que mais bebem diariamente. No caso das mulheres, a situação se repete na Ucrânia, em Andorra e em Luxemburgo.
Na França, o consumo masculino é de 4,9 copos todos os dias e o feminino de 2,9. O estudo foi publicado ao mesmo tempo em que o ministério da Agricultura francês anunciou uma alta de 25% na produção de vinho no país em 2018, em comparação com o ano anterior, chegando a 46,1 milhões de hectolitros.
Fonte: https://www.cartacapital.com.br